Febre amarela: o pior surto das últimas décadas

Em 2009, onze pessoas morreram no Estado de São Paulo naquele que era considerado até agora o maior surto de febre amarela das últimas décadas. Em 2017, a preocupação voltou após a doença vitimar dez pessoas em municípios do interior, como Américo Brasiliense, São João da Boa Vista e Batatais, a maioria a cerca de 300 quilômetros da capital.

Pois desde o início de 2018 essa apreensão transformou-se em medo real. Do dia 1º até quarta (10), mais seis mortes foram registradas. Ou seja, em duas semanas, o vírus provocou metade do estrago que houve em todo o ano passado. Além disso, ele se aproximou bastante da capital: quatro óbitos ocorreram em Mairiporã, na Grande São Paulo.

“É um surto intenso e vizinho a um grande centro urbano”, afirma o infectologista Marcos Boulos, coordenador do Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde. Em situação de alerta, centenas de paulistanos lotaram postos de saúde e clínicas privadas em busca de vacina e informações sobre a doença.

O cenário levou autoridades das esferas federal, estadual e municipal a adotar medidas emergenciais para tentar controlar a febre amarela e o aumento do pânico. Na principal delas, o Ministério da Saúde anunciou na terça (9) uma campanha para imunizar 6,3 milhões de pessoas no estado entre os dias 3 e 24 de fevereiro. A um custo de 15,8 milhões de reais, a operação vai se estender a 53 municípios, incluindo 2,5 milhões de moradores de distritos das zonas Sul e Leste da capital.

Em uma atitude inédita, a população receberá uma dose fracionada da vacina, com 0,1 mililitro, 20% da padrão. Assim, até cinco pessoas serão inoculadas com a quantidade normalmente reservada a apenas uma. O aspecto negativo é que sua validade passa a ser de oito anos, quando antes se estendia à vida inteira. O objetivo é economizar os insumos. “Não sabemos a extensão do que vai ocorrer e, por precaução, estamos reservando um estoque para eventuais necessidades futuras”, explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Por aqui, o governo do estado também se articula para ir além do plano federal. A ideia é vacinar todos os paulistas até o fim do ano. “Mas faremos isso de forma gradual, começando pelas regiões de maior risco e, na sequência, aproximando-nos do centro da capital”, explica Marcos Boulos.

Para especialistas do setor, trata-se de uma medida bem-vinda, mas tardia. “Essa ação deveria ter-se iniciado há seis meses, no princípio da crise”, avalia o médico Maurício Nogueira, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia. Há profissionais, no entanto, que alertam para os riscos envolvidos em um plano dessa magnitude. “Vacinar todo mundo parece ser o mais lógico, mas a dose pode provocar efeitos colaterais graves, ainda que raros, como causar a própria doença”, afirma o infectologista Ralcyon Teixeira, do Instituto Emílio Ribas.

A prefeitura também vai expandir a área de recomendação da vacina para mais seis bairros da Zona Sul — Jardim São Luiz, Cidade Dutra, Grajaú, Pedreira, Socorro e Vila Andrade — e incluir a Zona Leste, com as regiões do Parque do Carmo, Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianases, Iguatemi, José Bonifácio, São Mateus e São Rafael. Isso deve ocorrer em fevereiro.

“Estamos reavaliando a circulação do vírus após o aparecimento de dez macacos mortos pela doença em Itapecerica da Serra”, explica a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, Maria Lígia Nerger.

Desde outubro, as doses estão sendo indicadas a moradores da Zona Norte. Em dezembro, entraram na lista os habitantes de partes das zonas Oeste e Sul. Hoje 131 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) oferecem o serviço, quatro vezes mais do que há alguns meses. Nesse período, mais de 1,4 milhão de pessoas foram imunizadas na capital. Na terça (9), a fila na UBS Jardim Boa Vista, na Raposo Tavares, na Zona Oeste, por exemplo, era de duas horas e meia.

Outra medida adotada levou ao fechamento temporário de 26 parques municipais e estaduais, dez dos quais desde o dia 28 de dezembro, caso de Cemucam, Raposo Tavares e Linear Parelheiros. Três deles — Horto, Cantareira e Ecológico do Tietê — foram reabertos na quarta (10). Os demais serão liberados em março.

A cidade de Mairiporã é a que mais inspira cuidados na região metropolitana. Embora sejam quatro os óbitos registrados oficialmente por ali, o número de mortes pode até ser maior, pois há casos suspeitos sendo investigados. Alguns, inclusive, envolvendo paulistanos que passaram um curto período no município vizinho.

Foi o que ocorreu com o engenheiro Adelar Antonio da Silveira, de 70 anos, morador do Morumbi. Ele esteve em Mairiporã entre 23 e 28 de dezembro para passar o fim de ano com a família em uma chácara num condomínio. No dia 30, chegou ao Hospital São Luiz queixando-se de mal-estar e dores no corpo. Morreu quatro dias depois. Testes realizados em seu sangue afastaram a possibilidade de dengue, hepatite e leptospirose. O resultado para a febre amarela, a hipótese mais provável, seria concluído até sexta (12). “Ele não quis tomar a vacina com medo das reações adversas”, diz a sobrinha Bruna Gudino.

Bruna, sobrinha de Adelar, morto no dia 2 em Mairiporã: espera pelo resultado do teste (Leo Martins/Veja SP)

O risco da doença tem provocado uma corrida aos postos de saúde de Mairiporã. Na terça (9), mais de 1 000 vacinas foram entregues em um ambulatório no centro do município, 40% a mais em relação ao que havia por ali no dia anterior.

A procura por proteção não tem se limitado a áreas de risco. A clínica Vacinar, no Brooklin, por exemplo, atendia cerca de quinze pessoas por dia até o mês passado, e viu esse volume quadruplicar nas últimas duas semanas. “A maioria dos interessados tem viagem marcada para o interior”, diz o médico Roberto Florim, diretor da unidade.

Na terça (9), o Hospital das Clínicas registrou um recorde de atendimento ao ministrar a dose a 383 pessoas, mais que o triplo da média diária. “Recebemos muitos idosos que precisam de avaliação médica”, diz a infectologista Karina Miyaji, do Ambulatório dos Viajantes, unidade específica destinada a quem viajará a países que exigem o atestado da vacina. Na semana passada também havia filas de três horas em postos de saúde no Itaim Bibi e na Lapa.

Um raro local sem espera é a unidade da farmácia Drogasil localizada na Rua Pamplona, nos Jardins, com atendimento 24 horas, que está oferecendo a vacina para adultos por 137 reais desde 20 de dezembro. Outras dezesseis filiais da rede devem passar a executar o serviço em breve.

A hipótese mais aceita para o atual surto é que a doença chegou ao estado por uma rota de Mata Atlântica a partir de Minas Gerais. “Invadiu o Espírito Santo, desceu pelo Rio de Janeiro e penetrou em São Paulo por meio de cidades como Campinas e Jundiaí”, diz o coordenador do Programa Municipal de Vigilância e Controle de Arboviroses, Eduardo de Masi.

Para ajudarem a mapear sua circulação, especialistas monitoram os casos de morte de macacos, que também são vítimas comuns do vírus, em regiões de mata próximas à metrópole. Desde outubro, o Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres, da prefeitura, investigou 202 carcaças. Destas, 63 receberam o diagnóstico de febre amarela pelo Instituto Adolfo Lutz. A equipe de necropsia, que atuava com duas pessoas, ganhou o reforço de mais três desde outubro, a fim de dar conta da tarefa.

“O trabalho triplicou com a participação da população, que tem nos avisado sobre a aparição de saguis e bugios mortos”, diz a diretora da Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Juliana Summa. Segundo especialistas, as medidas dos órgãos públicos são as corretas, mas a questão só estará resolvida daqui a alguns meses. “O vírus será controlado quando 90% da população do estado estiver vacinada, meta que o governo promete atingir até o fim de 2018”, afirma o virologista Maurício Nogueira.

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA

Um guia com as principais dúvidas sobre a ação do vírus e os métodos de prevenção

Como a febre amarela é transmitida?

A doença é causada pelo vírus da febre amarela e é transmitida pela picada de um mosquito infectado. As vítimas mais frequentes são seres humanos e macacos.

O que são as versões silvestre e urbana?

A primeira é transmitida pelos mosquitos das espécies Haemagogus e Sabethes. Como eles só vivem em regiões de mata, é preciso circular por esses ambientes para correr o risco de ser inoculado. A segunda ocorre quando uma pessoa
é infectada pelo Aedes aegypti, espécie comum nas cidades. Seus surtos, porém, são extremamente raros: o último registro no Brasil data de 1942.

Macaco em mata próxima à capital: 63 mortos pela doença

Quais são os sintomas?

Febre, dores musculares, cansaço, náuseas e dor de cabeça surgem de cinco a sete dias após a picada.

Qual o risco de morte?

Uma faixa de até 15% dos infectados desenvolve a versão mais grave, que pode levar à morte.

Quem deve ser vacinado de forma prioritária?

Moradores da Zona Norte, de bairros das zonas Oeste (Raposo Tavares) e Sul (Jardim Ângela, Parelheiros, Marsilac e Capão
Redondo) e de 53 municípios do estado, entre eles Santo André, São Bernardo do Campo, Guarujá, Ubatuba e Praia Grande.

Quem viaja ao litoral precisa se imunizar?

Sim, porque a Secretaria da Saúde calcula que o vírus deve chegar à costa norte de São Paulo via Rio de Janeiro.

O que é a dose fracionada?

Trata-se de uma vacina com 0,1 mililitro de líquido, 20% da dose normal. Sua validade é de oito anos, enquanto a padrão imuniza para o resto da vida.

A dose-padrão seguirá sendo administrada?

Sim, para alguns grupos específicos, como crianças entre 9 meses e 2 anos de idade, portadores do vírus HIV, pessoas que terminaram o tratamento de quimioterapia, gestantes — sob orientação médica — e viajantes internacionais cujos destinos são países onde a vacina é obrigatória.

Quem não deve se vacinar?

Pacientes em tratamento de câncer, com imunossupressão, ou quem tem reação alérgica grave à proteína do ovo.

Quem já tomou a vacina deve repetir a dose?

Não é necessário.

Caso não se lembre?

Pode imunizar-se novamente.

Há reações adversas?

É comum sentir febre e dores musculares por alguns dias após tomar a vacina. Há casos raros de pessoas que adquirem a febre amarela.

A atual crise causou quantas mortes?

Desde o fim de 2017 até quarta (10) foram confirmadas dezesseis no estado, quatro delas na Grande São Paulo. Há 29 casos de pessoas com a doença.

É o pior surto da doença nos últimos anos?

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, sim. O anterior, em 2009, teve onze mortes.

Cuidados para eliminar o Aedes aegypti devem ser redobrados no período de férias

O período do verão é o mais propício à proliferação do mosquito Aedes aegypti, por causa das chuvas, e consequentemente é a época de maior risco de infecção por dengue, zika e chikungunya. Por isso, a população deve ficar atenta e redobrar os cuidados para eliminar possíveis criadouros do mosquito durante as férias. Antes de sair para a viagem de fim de ano, é essencial fazer uma vistoria em casas, apartamentos e até mesmo no ambiente de trabalho. Qualquer lugar que possa acumular água é um potencial criadouro para as larvas do Aedes aegypti.

“Se cada um fizer a sua parte, vamos eliminar as chances de o mosquito nascer e, assim, reduzir a transmissão da dengue, zika e chikungunya. Queremos manter o ritmo de queda no registro dessas doenças e ter um verão com menos casos e mortes”, destacou ministro da Saúde, Ricardo Barros.

O ciclo de reprodução do mosquito, desde o ovo à forma adulta, leva em torno de 5 a 10 dias. Por isso, mesmo em viagens de menor duração, é preciso realizar uma série de medidas simples para garantir a limpeza dos ambientes. Recipientes como baldes, garrafas, ralos, lixeiras e outros objetos devem sempre estar fechados ou virados com a boca para baixo. Nos casos dos pratos de vasos de planta, devem ser preenchidos com areia. Os vasos sanitários também devem permanecer tampados e pneus devem ser mantidos em locais cobertos.

Durante a viagem, também é preciso ficar atento ao local de hospedagem, verificando, ao chegar, se há possíveis criadouros do mosquito. Outra forma para evitar as doenças, que deve ser aliada à limpeza, é o uso de repelentes e inseticidas. É importante lembrar que o produto utilizado deve ser devidamente registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e ser aplicado de acordo com as instruções do fabricante, contidas no rótulo. As gestantes devem ter cuidado especial, devido à relação do vírus zika com a ocorrência de microcefalia em bebês. Em passeios eco turísticos, o ideal é utilizar roupas que protejam o corpo contra picadas de insetos, como camisas de mangas compridas, calças, meias e sapatos fechados.

“Queremos convocar toda a população para que nesse período de festas e de férias sejamos responsáveis para eliminar todo e qualquer recipiente que possa acumular água. Devemos tomar cuidado com as embalagens de presentes, de alimentos, latas, garrafas e até mesmo os rojões, para que no período das chuvas eles não se tornem possíveis criadouros do Aedes. Precisamos de todos para vencer essa batalha e ter um natal e ano novo sem mosquito”, reforçou o secretário executivo, Antônio Nardi.

MOBILIZAÇÃO – No último dia 8, o Governo Federal, em parceria com estados e municípios, realizou uma grande mobilização nacional para conscientização da população sobre a importância de intensificar os cuidados com o Aedes aegypti durante o verão. As ações foram comandadas por ministros de Estado e outros representantes dos ministérios, além de autoridades dos governos locais, agentes de saúde e toda a população. Foram feitas distribuição de material educativo, visitas domiciliares, mutirões de limpeza, além de exposições educativas em escolas e outras ações voltadas para as comunidades locais, entre outras atividades.

Outra iniciativa importante para prevenir as doenças transmitidas pelo Aedes é a realização do Levantamento Rápido de Índices de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa). O Mapa da Dengue, como também é chamado, é um instrumento fundamental para o controle do mosquito. Com base nas informações coletadas, o gestor pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito onde as larvas foram encontradas. O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti.

O último LIRAa, atualizado em 4 dezembro, aponta que 4.552 cidades de todo o país fizeram o levantamento, sendo que destes, 2.833 municípios estão com índices satisfatórios, ou seja, com menos de 1% das residências com larvas do mosquito em recipientes com água parada. Estão em alerta 1.310 municípios, com índice de infestação de mosquitos nos imóveis entre 1% a 3,9% e 409 em risco, com mais de 4% das residências com infestação.

CAMPANHA PUBLICITÁRIA – Ainda para reforçar a importância da prevenção, foi lançada em novembro nova campanha do Ministério da Saúde de conscientização para o combate ao Aedes aegypti, que chama atenção da população para os riscos das doenças transmitidas pelo vetor (dengue, zika e chikungunya) e convoca a todos ao seu enfrentamento. O objetivo é mostrar que o combate à proliferação do mosquito começa dentro da própria casa, sendo responsabilidade de cada um, podendo gerar mudança positiva na vizinhança. O material alerta: “Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. Faça sua parte e converse com seu vizinho”.

CASOS – As três doenças transmitidas pelo Aedes agypti tiveram redução significativa em 2017, comparado com o mesmo período do ano passado. Até 25 de novembro, foram notificados 243.525 casos prováveis de dengue em todo o país, uma queda de 83,4% em relação ao mesmo período de 2016 (1.468.908). Com relação ao número de óbitos, também houve redução, passando de 695 mortes em 2016 para 130 em 2017.

Em relação à febre chikungunya, foram registrados 184.660 casos neste ano, queda de 32,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 274.050 casos. Neste ano, foram confirmados laboratorialmente 156 óbitos.

No mesmo período do ano passado, foram 213 mortes confirmadas. A redução do zika foi de 92%, passando de 214.727 registros em 2016 para 17.047 em 2017. Em relação às gestantes, foram registrados 2.207 casos prováveis, sendo 927 confirmados por critério clínico-epidemiológico ou laboratorial. Neste ano, foi registrado um óbito pelo vírus Zika.

Cinco dicas para evitar a insônia

Uma noite de sono mal dormida pode gerar problemas de saúde, estresse durante o dia e até mesmo ser um indício de depressão. Existem diversos distúrbios do sono que dificultam o descanso necessário ao corpo, mas hoje vamos conversar um pouco sobre a insônia – que afeta a cada dia mais brasileiros.

Antes de tudo, é preciso compreender que para ser diagnosticado com algum distúrbio do sono é preciso que um especialista analise os sintomas e avalie as possíveis causas que estejam atravancando a continuidade do sono ou mesmo os problemas que estejam levando a pessoa a ter dificuldades para começar a dormir.

Durante meses, o estudante Marcelo Rios teve essas complicações para relaxar e dormir. “Tinha muito cansaço, mas na hora de deitar o cansaço simplesmente sumia e eu não conseguia dormir. Imaginava que minha cabeça ia explodir e eu simplesmente não conseguia pensar em mais nada porque não dormia bem”, explicou.

Além disso, Marcelo relata que após uma noite mal dormida, seu dia não rendia da mesma forma. “Não conseguia produzir nada o dia inteiro, sentia que o meu dia era praticamente perdido. E isso vira uma bola de neve porque todo dia é a mesma coisa e você não consegue descansar. Aí tinha o complicador que às vezes eu precisava tirar um cochilo no meio do dia e acabava prejudicando mais ainda meu sono durante a noite”.

Problemas que a insônia pode gerar

A doutora Luciane Mello, otorrinolaringologista do Hospital Federal da Lagoa (RJ), fala sobre diversos problemas que a insônia pode gerar. “A privação do sono leva a falta de atenção, a dificuldade de concentração, de memória, no caso a privação crônica do sono. Existe também uma relação da insônia com a depressão. Então dormir pouco e com uma qualidade ruim, aumenta a irritabilidade e isso também acaba diminuindo a expectativa de vida. Então é importante que o sono seja de boa qualidade”, afirmou.

Como você pôde perceber, uma boa noite de sono é fundamental para o bom funcionamento do corpo, em especial, do cérebro.

Então para te ajudar a dormir melhor, aqui vão algumas dicas:

– Evite luz à noite: O corpo funciona como um relógio, então quando chega a hora de dormir ele prefere ambientes que relaxem. Assim o ideal é ter pouca ou nenhuma luz antes e durante o sono.

– Cama é lugar de dormir: Evite ficar na cama para realizar atividades que não relaxem o corpo, pois o cérebro pode associar o ambiente com preocupações.

– Não use celular ou tablete: Mesmo os aparelhos com luz noturna atrapalham o organismo e afetam o sono. Evite usar esses dispositivos, pelo menos, 30 minutos antes de dormir. Se possível deixe os alarmes de mensagens e redes sociais no modo silencioso. TV também atrapalha

– TV também atrapalha: É comum as pessoas ficarem mais eufóricas com sons e imagens, pois o cérebro trabalha mais em um momento que deveria estar descansando.

– Cuidado com a alimentação: A última refeição deve ser duas horas antes de dormir e, de preferência, evitando comidas pesadas e muito gordurosas, durante a noite a digestão é mais lenta;

Brasil registra queda no número de casos e de mortes por AIDS

Os casos de aids e a mortalidade provocada pela epidemia estão caindo no Brasil. Isso é o que aponta a nova edição do Boletim Epidemiológico de HIV/Aids, lançado nesta sexta-feira (1/12) em Cutiriba (PR), durante evento em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Aids. A publicação indica que em 2016 a taxa de detecção de casos de aids foi de 18,5 casos por 100 mil habitantes – uma redução de 5,2% em relação a 2015, quando era registrado 19,5 casos. Já a mortalidade, observa-se uma queda de 7,2%, a partir de 2014, quando foi ampliado o acesso ao tratamento para todos. Passando de 5,7 óbitos por 100 mil habitantes para 5,2 óbitos, em 2016.

Os resultados demonstram a assertividade da política de assistência do Ministério da Saúde, que ampliou o diagnóstico do HIV, diminuiu o tempo para iniciar o tratamento, aumentando, consequentemente, o número de pessoas recebendo a terapia antirretroviral. Dando positivo, a pessoa inicia o tratamento no máximo 41 dias após o diagnóstico. Em 2014, esse tempo era 101 dias.

“O Ministério da Saúde quer diminuir o número de pessoas que desenvolvem a doença. E é isso que estamos fazendo, ofertando os medicamentos mais modernos e investindo mais.  Além disso, contamos com a mobilização da sociedade, especialmente daqueles que sabem que têm o vírus e que não se tratam, já que temos um tratamento gratuito e da melhor qualidade”, ressaltou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante a solenidade desta sexta-feira (1º). O ministro lembrou que os jovens são os que mais se expõe à infecção pelo vírus. “Por isso, vamos agir junto às escolas. Vamos orientar os jovens para reverter essa tendência de crescimento. Para isso, não faltam recursos e nem mobilização”, afirmou Ricardo Barros.

O perfil da aids revelado pelo Boletim demonstra que, nos últimos dez anos, há uma tendência de queda de casos em mulheres e aumento em homens. Em 2016, foram 22 casos de aids em homens para cada 10 casos em mulheres. Em relação à faixa etária, a taxa de detecção quase triplicou entre os homens de 15 a 19 anos, passando de 2,4 casos por 100 mil habitantes em 2006 para 6,7 casos em 2016. Entre os com 20 a 24 anos passou de 16 casos de aids por 100 mil habitantes, em 2006, para 33,9 casos em 2016. Já nas mulheres, houve aumento da doença entre 15 a 19 anos – passou de 3,6 casos para 4,1. Também há crescimento em idosas acima dos 60 anos, passando de 5,6 para 6,4 casos por 100 mil habitantes.

Quanto à forma de transmissão, a doença cresce entre homens que fazem sexo com homens, mudando o perfil, nos últimos dez anos, quando a proporção maior de caso era de transmissão heterossexual. Na comparação a 2006, observa-se aumento de 33% nos casos de transmissão de homens que fazem sexo com homens.

TRANSMISSÃO VERTICAL – Outro anúncio feito durante a divulgação do Boletim Epidemiológico foi a eliminação da transmissão vertical do HIV em Curitiba, que torna-se o primeiro município brasileiro a ficar livre da transmissão de mãe para filho. Lançada no ano passado pelo Ministério da Saúde, a estratégia tem foco nos municípios com mais de 100 mil habitantes e atendam a critérios estabelecidos pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entre esses critérios estão atingir a taxa de detecção de HIV inferior a 0,3 por mil nascidos vivos, e proporção anual inferior a 2% de crianças expostas ao vírus que se infectaram.

Segundo dados do Boletim, registra-se queda em todos o país de 34% na taxa de detecção de HIV/aids em menores de 5 anos. Passando de 3,6 casos por 100 mil habitantes, em 2006, para 2,4 por 100 mil habitantes, em 2016. “Essa redução acontece graças ao esforço de toda a rede do SUS na ampliação da testagem e detecção precoce do HIV entre gestantes, aliado ao reforço na oferta de tratamento”, explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros. Já em gestantes, os casos de aids aumentam de 2,3 por 100 mil habitantes em 2006 para 2,6 em 2016. Isso pode estar associado a realização do pré-natal, que está detectando o HIV na gravidez.

Dados do Relatório de Monitoramento Clínico do HIV, divulgados na semana passada pelo Ministério da Saúde mostraram que, das 830 mil pessoas que viviam com HIV no país, 84% já estão diagnosticadas; que 72% destas estavam em tratamento antirretroviral; e que, destas, 91% já tinham carga viral indetectável. “Isso revela que já estamos muito próximos de atingir a meta 90-90-90 estipulada pelo Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids; quanto mais pessoas diagnosticadas e mais pessoas em tratamento precoce, menos pessoas doentes e menos vírus sendo transmitido”, comemora Adele Benzaken, Diretora do Departamento de IST, HIV/ais de hepatites virais do Ministério da Saúde (DIAHV). As metas estipulam que, até 2020, todas as pessoas vivendo com HIV no país sejam diagnosticadas; que 90% das pessoas diagnosticadas estejam em tratamento; e que 90% das pessoas em tratamento alcancem carga viral indetectável (supressão viral, ou redução da circulação do vírus no sangue para menos de 1.000 cópias/mL).

CAMPANHA – A nova campanha publicitária do Ministério da Saúde traz o slogan “Vamos combinar? Prevenir é viver” e a hashtag #VamosCombinar e tem foco nos jovens, reforçando as diversas formas de prevenção do HIV garantidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde. Conta com filme para TV aberta e fechada, além da divulgação nas mídias sociais. O clipe tem a participação do grupo Dream Team do Passinho – revelação nacional entre o público jovem – que vai convidar a população, nas redes sociais, a fazer o seu próprio passinho da prevenção com a canção do filme. Além disso, haverá ações específicas nas redes sociais para públicos segmentados como profissionais de saúde, gestores, homens que fazem sexo com homens, gestantes e população trans.

PREVENÇÃO COMBINADA – Além de distribuir gratuitamente preservativos, o Ministério da Saúde oferta tratamento pós-exposição ao HIV, a chamada PEP. O medicamento está disponível em 151 serviços de 115 municípios com mais de 100 mil habitantes. Desde 2009, a oferta cresceu cinco vezes, passando de 10.963 para 57.714 medicamentos distribuídos em 2016. Nos primeiros seis meses de 2017, foram 32.559 enviados tratamentos.

A partir de dezembro, as populações com maior vulnerabilidade à infecção terão acesso ao tratamento pré-exposição (PrEP). O Ministério da Saúde adquiriu 3 milhões e 600 mil comprimidos para abastecimento de um ano. A oferta será gradativa: em 2017, 35 serviços em 22 municípios receberão o medicamento e outros 16 estados iniciarão em 2018. Os medicamentos serão para homens que fazem sexo com homens, gays, travestis, transexuais, profissionais do sexo e casais sorodiferentes em situação de vulnerabilidade à infecção. “É um medicamento bem específico, de uso contínuo e o usuário precisa tomar o comprimido diariamente para ficar protegido do HIV, além de só pode ser indicada após testagem. Por isso não, em hipótese alguma, podemos esquecer da camisinha”, observa o Ricardo Barros.

Contraceptivos hormonais aumentam o risco de câncer de mama

Não é de hoje que os anticoncepcionais hormonais, principalmente a pílula oral, são associados a riscos à saúde, como aumento da probabilidade de trombose e do desenvolvimento de câncer de mama. No entanto, havia uma esperança por parte da comunidade científica da redução desses malefícios com o uso de contraceptivos mais modernos, que contêm menos estrogênio. Infelizmente, um estudo publicado nesta quinta-feira no periódico científico The New England Journal of Medicine reafirmou que o uso de métodos hormonais eleva o risco do tumor mamário nas mulheres em cerca de 20%.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores do Hospital da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, analisaram 1,8 milhão de mulheres dinamarquesas com idade entre 15 e 49 anos que não tinham câncer, coágulos nas veias, nem tivessem feito tratamento para infertilidade. As participantes foram acompanhadas por cerca de 11 anos.

Os resultados mostraram que as mulheres que usam ou usaram recentemente esses métodos anticoncepcionais apresentam um risco aumentado de câncer de mama de cerca de 20%, em comparação com as que não usam. Entretanto, o aumento variou de acordo com a idade da mulher e com o período total de uso de anticoncepcionais hormonais. Por exemplo, naquelas com menos de um ano de uso, a probabilidade foi 9% maior. Já com mais de 10 anos de uso, esse número subiu para 38%.

Como a maioria dos casos de câncer observados ocorreu em mulheres que usavam contraceptivos orais a partir dos 40 anos, a recomendação é que, nessa idade, as mulheres conversem com seu médico sobre a possibilidade do uso de alternativas não hormonais, como o DIU de cobre, preservativo ou ligadura das trompas, caso já tenha filhos.

Os pesquisadores concluíram também que  o risco continua aumentado mesmo após a descontinuação do uso do medicamento em mulheres que utilizaram o produto de forma contínua por mais de cinco anos. Por outro lado, naquelas que usaram contraceptivos hormonais por períodos curtos, o risco desapareceu rapidamente após a descontinuação.

É importante ressaltar que no estudo atual, todos os métodos hormonais, incluindo pílula, adesivos, anéis vaginais, implantes, injeções e até mesmo o DIU de hormônio foram associados ao aumento da probabilidade da doença. “Há muitas coisas a ter em conta ao decidir que tipo de contracepção usar. A contracepção em si é um benefício, é claro, mas este estudo indica que vale a pena considerar uma alternativa à contracepção hormonal, como o dispositivo intrauterino de cobre ou métodos de barreira, como preservativos “, disse Lina Morch, principal pesquisadora do estudo, à Reuters.

Diante dos resultados, em um editorial que acompanhou a publicação do estudo, David Hunter, professor de epidemiologia e medicina na Universidade de Oxford, na Inglaterra, escreveu que “a busca de um anticoncepcional oral que não eleva o risco de câncer de mama precisa continuar”.

Risco total é baixo

Apesar da conclusão, os autores ressaltam que o risco geral de ter câncer de mama com o uso de anticoncepcionais hormonais ainda é baixo. Por isso, não é recomendada a interrupção do medicamento sem uma avaliação detalhada das opções disponíveis.

“Não há necessidade de entrar em pânico com base nesses resultados. Não queremos que as mulheres deixem a contracepção sem ter algo diferente para recorrer. E existem alternativas “, afirma Morch.

Benefícios

Os contraceptivos hormonais não estão associados somente a riscos, mas também a diversos benefícios à saúde. Além de evitar a gravidez e aliviar cólicas menstruais e sangramentos anormais, seu uso já foi relacionado à redução na probabilidade de câncer de ovário, endométrio e colorretal.

42ª Noite da Pizza na APM Santos

Você está convidado(a) para a 42ª Noite da Pizza na APM Santos! Será na sexta-feira, 1 de dezembro, às 20h30! O valor é R$45 por pessoa! O evento contará com instrutores de dança e um dj! Além do tradicional Bazar de Natal. Será uma noite agradável e divertida, não perca!