1° Fórum APM Jovem

 

 

Eixos temáticos

  • TRABALHO MÉDICO (jornadas de trabalho, carga horária, remuneração e violência contra profissionais)
  • SAÚDE DO MÉDICO (stress, burnout, abusos de álcool e outras substâncias, suicídios, etc.)
  • FUTURO E TECNOLOGIA (como afetará o trabalho médico, especialidades como Patologia, Radiologia, etc.)

 

Programação

8h30 às 9h – Credenciamento e recepção

9h00 às 9h15 – Abertura

9h15 às 9h45 – Apresentação dos eixos temáticos

9h45 às 11h – Discussões dos grupos de trabalho

11h às 12h30 – Conclusões e propostas dos grupos de trabalho

12h30 às 13h30 – Almoço

13h30 às 14h00 – Encerramento

 

Inscrições e Informações: (11) 3188-4207 | defesa@apm.org.br

ou acesse: http://associacaopaulistamedicina.org.br/atualizacao-medica/eventos/1o-forum-apm-jovem

Estudo liga infecções pelo vírus da herpes com o mal de Alzheimer

Um novo estudo internacional relaciona o Alzheimer a infecções virais, dando mais força a uma teoria até aqui considerada controversa e abrindo caminhos para novos tratamentos e prevenção. O trabalho, publicado na revista científica Neuron, atesta que dois subtipos do vírus da herpes (HHV-6A e HHV-7) foram encontrados no cérebro de pacientes de Alzheimer em níveis até duas vezes maior do que os achados no tecido cerebral de pessoas que não têm a doença.

Especialistas envolvidos no estudo frisam que o vírus da herpes (ao qual 90% da população é exposta ainda na infância) não causa Alzheimer. Mas o trabalho sugere que o vírus pode deflagrar uma resposta do sistema imunológico capaz de aumentar o acúmulo da proteína amiloide, responsável pelo Alzheimer. Já se sabia que a inflamação dos tecidos cerebrais estava relacionada à doença. O novo estudo fornece uma causa para a inflamação.

Os pesquisadores fizeram o sequenciamento do RNA do vírus em quatro diferentes regiões do cérebro humano, a partir de mais de 600 amostras de tecidos cerebrais. O objetivo era quantificar quais genes estavam presentes nos tecidos e se poderiam ser associados ao desenvolvimento da doença.

O grupo constatou uma complexa rede de associações inesperadas, relacionando os vírus com diferentes aspectos da biologia do Alzheimer com a formação das placas de proteína amiloide e a severidade da doença. Para dar mais robustez aos resultados, eles replicaram o experimento usando outras 800 amostras cerebrais provenientes de outros bancos de tecidos, obtendo o mesmo resultado.

“O estudo representa um avanço significativo na compreensão da hipótese viral do Alzheimer”, afirmou o principal autor do trabalho, Joel Dudley, da Escola de Medicina da Universidade Mount Sinai, nos EUA. “Nosso trabalho tornou evidente que determinados vírus contribuem diretamente para o risco do indivíduo desenvolver Alzheimer e também na própria progressão da doença.”

A teoria que relaciona vírus ao Alzheimer não é uma unanimidade entre os especialistas na doença. Para eles, o fato de serem encontradas grandes quantidades de vírus em cérebros com Alzheimer não tem, necessariamente, uma relação de causa e consequência. Entretanto, esse foi o estudo mais amplo a constatar a relação.

“Acho que o estudo é muito importante porque adiciona fortes evidências sobre a relação entre infecções virais e Alzheimer a demonstrações menos contundentes já feitas no passado”, afirmou o professor da Escola de Medicina da UFRJ, Rogério Panizzutti, especialista na doença. “Uma questão muito importante é que o trabalho traz mais uma evidência de que existem fatores de risco modificáveis para a doença e, se essa relação se confirmar, reduzir o grau de infecção das pessoas poderá ajudar a diminuir a incidência de novos casos.”

Complexidade

“É uma doença complexa, e a resposta não será apenas uma coisa”, constatou o diretor do Centro de Pesquisa em Alzheimer, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, John Morris, em entrevista ao The New York Times. “Se os vírus fazem parte disso, nós, definitivamente, temos de estudar isso.”

Frio aumenta o risco de problemas cardíacos

Entre junho e agosto, meses marcados por temperaturas mais frias, as internações nos hospitais públicos da cidade de São Paulo por insuficiência cardíaca e infarto chegam a ser 30% maiores do que no verão. É o que mostra estudo inédito realizado por médicos da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

A pesquisa, liderada pelo cardiologista Eduardo Pesaro considerou todas as internações por insuficiência cardíaca (76 474 casos) e infarto agudo do miocárdio (54 561 casos) registradas em 61 hospitais públicos da capital paulista entre janeiro de 2008 e abril de 2015.

Os dados fazem parte do Cadastro Nacional de Saúde, do Sistema Único de Saúde (SUS). Foram consideradas também as temperaturas mínima, máxima e média em cada período ao longo desses sete anos, registradas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). “Provavelmente isso se dá por fenômenos múltiplos, como o frio e a qualidade de ar como principais aspectos de risco. As pessoas que estão em maior risco e que já são doentes, com pressão alta, diabetes, devem ter uma atenção especial nesse período e maior controle como tomar corretamente o remédio e medir a pressão”, aconselhou o cardiologista.

A pesquisa mostrou ainda que o número médio de internações por insuficiência cardíaca no inverno foi maior em pacientes com mais de 40 anos. Já as hospitalizações por infarto foram registradas em maior número em pacientes com idade superior a 50 anos. De acordo com o cardiologista, as causas do aumento do risco cardiovascular no inverno não estão diretamente ligadas à queda do ponteiro do termômetro, mas às condições ambientais e socioeconômicas de São Paulo.

“Inverno não significa só frio, mesmo porque em São Paulo ele é ameno, com temperatura média de 18 graus e variação de apenas 5 graus. Ele também significa poluição aumentada, crescimento de epidemias provocadas pelo vírus da gripe, o Influenza, além do tempo seco”, diz Pesaro.

Poluição

Com uma população de quase 12 milhões de habitantes e uma frota de 8,64 milhões de veículos (incluindo caminhões e ônibus), São Paulo fica mais poluída no inverno. A baixa umidade, chuva reduzida e as frequentes inversões térmicas (quando o ar frio é bloqueado por uma camada de ar quente e fica preso perto da superfície) são condições que impedem a dispersão de poluentes como monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre e material particulável inalável.

“Temperatura baixa, pouca umidade e alta poluição contribuem para uma maior incidência de doenças respiratórias e gripe, com o consequente aumento do risco cardiovascular”, explica Pesaro.

Uma das hipóteses levantada no estudo é de que o aumento da probabilidade de infarto e de insuficiência cardíaca no inverno está relacionado às condições socioeconômicas da população. De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, na região metropolitana de São Paulo, 596 479 casas são consideradas subnormais, como assentamentos irregulares, favelas, invasões, palafitas, comunidades com deficiência na oferta de serviços públicos básicos, como rede de esgoto e tratamento de água, coleta de lixo e energia elétrica. A capital paulista concentra dois terços desse total ou 397 652 lares.

“Em São Paulo, uma população mais desamparada, com casas improvisadas ou sem aquecimento, mais exposta à poluição e ao frio pode apresentar mais risco de ter doenças cardíacas no inverno que uma pessoa que mora em um país de clima temperado, mas está mais protegida por ter calefação na residência e roupas melhores”, diz Pesaro.

Para se proteger, ele recomenda que as pessoas que têm condições, aqueçam bem a casa. “Um aquecedor portátil ajuda em semanas mais extremas de frio. Outra coisa é tratar do vazamento de ar frio por janelas, portas e telhado. E também se agasalhar melhor, pois tudo isso contribui com a proteção, a ideia é não expor ao frio as pessoas que têm maior risco, como idosos e doentes cardiovasculares”.

Ele ainda ressalta a importância da vacinação. “As epidemias virais e as gripes aumentam o risco cardíaco. Vacinar-se especialmente nas vésperas do outono e inverno é importante também”.

O que acontece com o coração

O frio faz os vasos sanguíneos se contraírem e eleva a liberação de adrenalina, o que culmina na subida da pressão arterial. Além disso, o aumento da poluição contribui para doenças respiratórias que sobrecarregam o coração. Já o Influenza (vírus da gripe) é capaz de causar inchaço ou inflamação das coronárias, com a possibilidade de liberar as placas de colesterol nela depositadas. As placas, por sua vez, podem causar bloqueios e interromper o fluxo sanguíneo.

Para Pesaro, o governo precisa investir em políticas públicas que melhorem a qualidade de vida da população. “As pessoas e os governos têm que cuidar melhor daqueles indivíduos em maior risco durante o inverno. Quem tem risco deve regularizar o controle das suas próprias doenças, como por exemplo, pressão alta, que sabemos que aumenta no inverno, lembrar de tomar os remédios, fazer a medida da pressão com periodicidade e tentar não passar frio mesmo dentro de casa”, aconselha.

Fonte: Abril

Após baixa procura, campanha de vacinação contra gripe é prorrogada

O Ministério da Saúde anunciou que a campanha de vacinação contra a gripe terá continuidade até 22 de junho. O governo decidiu prorrogar a campanha devido ao baixo índice de comparecimento: 77% do público-alvo foi vacinado. O número é considerado baixo pela pasta, que estabeleceu como meta a cobertura de 90% dessa população, o que equivale a 54 milhões de pessoas. Desde o início da campanha, no dia 23 de abril, 42,6 milhões de pessoas se vacinaram.

A região Sudeste é a que possui menor cobertura até agora: 71% do público prioritário foi protegido. Na sequência, estão Norte (72%), Sul (81,3%), Nordeste (84%) e Centro-Oeste (91,4%). Em estados como Roraima, Rio de Janeiro, Rondônia e Rio Grande do Sul, a baixa cobertura vacinal é ainda mais preocupante. Neles, os percentuais chegam a 53,59%, 57,29%, 70,91% e 77,82%, respectivamente. Apenas Goiás, Amapá e Ceará ultrapassaram a meta de 90%.

Segundo o ministério, a situação acende um alerta, dada a proximidade do inverno, período de maior circulação do vírus da gripe. Além disso, neste ano, já foram contabilizados 2 715 casos de influenza, mais do que o dobro em relação ao mesmo período do ano passado (1 227). As mortes decorrentes da doença também aumentaram: passaram de 204, em 2017, para 446, em 2018. Apesar do crescimento, os números estão distantes dos registrados em 2016, quando houve forte incidência da influenza no Brasil, com 12 174 casos e 2 220 óbitos derivados deles.

“Nós entendemos que a estratégia é: atuação mais proativa para ir buscar esse público-alvo”, afirmou o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, que citou iniciativas de vacinação e de conscientização envolvendo imprensa, escola e agentes comunitários de saúde como exemplos.

O público-alvo

O público prioritário da campanha é composto por idosos a partir de 60 anos, crianças de 6 meses a 5 anos, trabalhadores em saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes e mulheres que tenham tido filhos há 45 dias, bem como pessoas privadas de liberdade.

Crianças e gestantes são os grupos que registraram menor cobertura vacinal neste ano, assim como ocorreu no ano passado. Na região Sudeste, por exemplo, menos da metade (48,95%) das crianças que devem ser vacinadas foram imunizadas. Já o percentual de gestantes atingiu 54%.

“Essas são as pessoas com uma imunidade menor do que as demais”, disse o ministro. Ele destacou a necessidade de um maior envolvimento da população, especialmente no caso das crianças, devido à dependência de adultos para que as levem até os postos.

Na região Centro-Oeste, o grupo mais vulnerável à doença é o formado pela população indígena, cujo percentual de vacinação alcançou 74,1%. Também nesta região, que já conseguiu ultrapassar a meta de 90%, crianças e gestantes chegam a 76,29% e 75,02%, respectivamente, percentuais menores do que os dos demais grupos prioritários. “Esse alerta a gente faz para que esses grupos tenham como procurar os postos de vacinação para efetuar sua proteção”, destacou o secretário de Vigilância em Saúde, Osnei Okamoto.

Estoques de vacinas

A meta de vacinação do Brasil supera a de 80% fixada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mas o Ministério da Saúde garantiu vacinas para todas as pessoas que integram o público prioritário da campanha. De acordo com Mauro Junqueira, presidente do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), todos os municípios têm as doses disponíveis, inclusive em lugares de difícil acesso, como na Região Norte.

A partir do dia 25 de junho, poderão ser vacinados outros grupos etários, como crianças de 5 a 9 anos e adultos de 50 a 59. A vacinação desse público dependerá da disponibilidade das doses nos municípios.

Além da vacinação, cuidados com a higiene podem ajudar a população a se prevenir. Lavar e higienizar as mãos com frequência, utilizar lenço descartável para higiene nasal, cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres e pratos, e manter os ambientes bem ventilados são algumas das medidas sugeridas pelo ministério.

Participe da Festa Junina da APM, no dia 23 de junho, no Clube de Campo

A Associação Paulista de Medicina realiza, no dia 23 de junho, sua tradicional Festa Junina, que terá música ao vivo com a banda Fred Rovella Show, animação e monitoria por conta do Grupo Gelo e a praça de alimentação repleta de delícias típicas, com o Buffet Efraim.

O evento ocorre no Clube de Campo da APM, a partir das 17h. Os associados e seus dependentes não pagam a entrada, assim como adultos acima de 65 anos e crianças até 12 anos. Médicos não associados e convidados acima de 18 anos pagam R$ 35 e os convidados entre 13 e 17 anos pagam R$ 15.

A sede campestre da APM fica na Estrada de Santa Inês, km 10 – Caieiras, no coração da Serra da Cantareira.

Quer ir de ônibus com a APM Santos? Entre em contato com a Secretaria pelo telefone: (13) 3289-2626 || WhatsApp (13) 99613-0891! 

Fonte: APM SP

44ª Noite da Pizza

Na sexta-feira, 15, às 20h30, será realizada a 44ª Noite da Pizza! Será uma noite divertida e agradável com a presença de instrutores de dança e música ao vivo. Os ingressos custam R$45 por pessoa e estão à venda na secretaria da APM Santos (Av. Ana Costa, 388, Gonzaga). Estamos esperando por você!

Novo exame diagnostica autismo em bebês com 3 meses de vida

Cientistas americanos descobriram uma possível maneira de diagnosticar muito precocemente o autismo: com uma nova forma de interpretar exames de eletroencefalograma (EEG).

O eletroencefalograma nada mais é do que um teste no qual eletrodos são colocados no couro cabeludo para medir a atividade elétrica do cérebro. Ele é usado, por exemplo, para ajudar a detectar a epilepsia.

No entanto, mesmo resultados normais ou inconclusivos às vezes escondem informações valiosas – por exemplo, para o diagnóstico do autismo. Como pegar essas alterações sutis? Com a ajuda de um algoritmo (uma fórmula de computador), que foi desenvolvido por William Bosl, professor de Informática em Saúde da Universidade de São Francisco, nos Estados Unidos.

Então vamos à pesquisa. Nela, exames de EEG foram feitos em 99 bebês com alto risco de desenvolver autismo, uma vez que seus irmãos mais velhos tinham o transtorno. Outros 89 pequenos com baixa probabilidade de manifestar o quadro também passaram pelo procedimento.

Os testes – com direito ao uso daquele algoritmo – foram realizados no período de 3 a 36 meses de idade das crianças. Todas também se submeteram a avaliações de comportamento comumente empregadas em consultas clínicas para confirmar ou descartar a presença do autismo.

Resultado: os algoritmos acertaram o diagnóstico em mais de 95% dos casos aos 3 meses de vida. E, aos 9, o índice beirou os 100%. “Também conseguimos prever a gravidade do transtorno nessa faixa de idade com bastante confiabilidade”, afirmou Bosl, em comunicado.

Segundo Charles Nelson, diretor dos Laboratórios de Neurociência Cognitiva do Hospital Infantil de Boston (EUA) e coautor do estudo, por ser um exame de baixo custo e não invasivo, o EEG seria facilmente incorporado ao checkup dos bebês. O potencial do método, se confirmado com mais estudos, representaria um avanço na medicina, porque normalmente o transtorno de espectro de autismo tende a ser diagnosticados mais tarde, com base em aspectos comportamentais. E isso, claro, atrasa o início do tratamento.

Saiba a diferença entre asma e bronquite

asma é uma das doenças crônicas mais comuns da infância. Falamos que é um quadro crônico porque pode persistir por um longo período. Suas principais manifestações são tosse, falta de ar e sibilos, o popular chiado no peito. No Brasil, estudos apontam que a condição afeta cerca de um quarto das crianças em idade escolar e um quinto dos adolescentes.

Devido às suas manifestações respiratórias, crianças e adolescentes com asma não controlada precisam usar vários medicamentos e com frequência têm de comparecer aos serviços de pronto-socorro – alguns casos podem necessitar inclusive de internação. Essas alterações na rotina causam sofrimento aos pequenos, aos jovens e a seus familiares, impactando na qualidade de vida e levando a dificuldades na sala de aula e nos esportes, problemas de sono, prejuízos à vida social, ansiedade e até depressão.

Em boa parte das situações a asma se inicia logo na infância. Tanto fatores genéticos (presença da doença no pai ou na mãe) como ambientais (o lugar em que a criança vive) podem condicionar seu aparecimento. Entre os estímulos do ambiente, é bem conhecido o papel da exposição a elementos irritantes, como fumaça de cigarro, poluição, poeira e ar frio.

Ácaros, mofo e resíduos de insetos no interior das casas, assim como a exposição a gripes e resfriados, podem desencadear o problema ao causar uma resposta exagerada das vias aéreas, os canais por onde o ar passa até e dentro dos pulmões.

Essa reação exacerbada, conhecida como hiperreatividade, se caracteriza pelo inchaço das vias aéreas e pelo aumento das secreções e contração dos pequenos músculos presentes em suas paredes. Tudo isso propicia um estreitamento das vias, o que dificulta o fluxo do ar. O estreitamento pode ocasionar um ruído característico, semelhante a um assobio ou chiado, o tal do sibilo.

A propensão a essa resposta exagerada é, na maior parte das vezes, fruto de uma hiperssensibilidade do corpo a estímulos do ambiente – situação conhecida como alergia. Não à toa, um número significativo de crianças e adolescentes com asma apresentam também outras manifestações alérgicas, caso de rinite e conjuntivite.

O diagnóstico de asma pode ser demorado, porque é preciso observar sintomas que tenham alguma frequência e se repetem em ocasiões diferentes. Em geral, eles pioram à noite ou pela manhã. É bastante comum que a mãe e/ou o pai tenham também a condição ou se recordem de tê-la encarado na infância ou juventude.

Há um exame, conhecido como espirometria, capaz de medir de forma mais objetiva o estreitamento dos brônquios por meio do sopro do paciente. Entretanto, ele depende de uma técnica que apenas as crianças com mais de 6 anos conseguem realizar. Por isso, a detecção da asma nos pequenos tende a ser mais complexa, exigindo um olhar apurado do médico nos sintomas e na história familiar. Testes de alergia, por sua vez, ajudam a entender os elementos desencadeantes das crises.

Dentro do tratamento da asma, quando se conhecem os fatores ambientais que estimulam o quadro, é preciso tomar os devidos cuidados com o ambiente doméstico. Entre os medicamentos receitados, existem os que ajudam a controlar a doença e prevenir as crises e aqueles que trazem alívio imediato dos sintomas. Boa parte desses remédios está acessível sem custo no sistema público de saúde ou em programas como o Farmácia Popular. As famílias devem estar conscientes de que o tratamento da asma pode ser prolongado, muitas vezes por anos.

E a bronquite?

Esse termo é erroneamente usado como sinônimo de asma. E não é a mesma coisa. Ele se refere apenas à inflamação dos brônquios – a asma envolve mais do que isso. Nas crianças, a bronquite é geralmente provocada por vírus e bactérias e tem curta duração. Ela é marcada por tosse úmida, com catarro, e a secreção, abundante, piora com a mudança de posição.

Cabe ressaltar que, com bom acompanhamento e tratamento adequado, a doença pode ser bem controlada, permitindo uma vida normal. Um vínculo de confiança e compreensão entre as crianças ou adolescentes, os familiares e os profissionais de saúde resultará numa parceria bem-sucedida, com grandes ganhos em termos de qualidade de vida – e isso vale tanto para a bronquite quanto para a asma.

Noite Portuguesa na APM Santos

Mais uma Noite Portuguesa na APM Santos!️ No dia 19 de maio, às 20h, você poderá desfrutar de um jantar completo com iguarias da culinária portuguesa com o Buffet Tasca do Porto ! A noite contará com a apresentação do grupo típico português Rancho Verde Gaio e muita música do DJ Leonardo Lelli! Os convites, que custam R$140 para sócios e R$170 para não sócios, podem ser reservados na secretaria! Mais informações: (13) 3289-2626 ou WhatsApp (13) 99613-0891.

Confira o cardápio: