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Denúncia de fake news

O Canal Saúde sem Fake News

O Ministério da Saúde disponibiliza, desde agosto de 2018, um número de WhatsApp para envio de mensagens da população com objetivo combater as Fake News sobre saúde.

No canal, qualquer cidadão pode enviar gratuitamente mensagens com imagens ou textos que tenha recebido nas redes sociais para confirmar se a informação procede, antes de continuar compartilhando.

O número é (61) 99289.4640

Todas as Fake News desmentidas pela pasta estão disponíveis no endereço www.saude.gov.br/fakenews

Mensagens recebidas até 11 de janeiro:

  • 5.668 mensagens gerais recebidas
  • 1.188 Fake News apuradas

3 principais temas de forma geral:  

  • Vacinas
  • Alimentação (sendo dietas milagrosas, cura de doenças pela alimentação e restrição de grupos alimentares)
  • Medicamentos (principalmente os medicamentos milagrosos, que curam até câncer)

 

APM Santos em parceria com a Universidade de Harvard

A Associação Paulista de Medicina – Santos, em parceria com a Universidade de Harvard, dos Estados Unidos, oferece o curso PPCR (Pesquisas e Práticas da Pesquisa Clínica) para todos os profissionais da saúde interessados em adquirir treinamento básico e avançado em pesquisa clínica, incluindo conceitos de bioestatística e o uso do software STATA. O programa tem duração de nove meses, sendo ministrado por professores de Harvard e transmitido por videoconferência simultânea e interativa para vários locais no mundo.

O curso é dividido em cinco módulos e tem início em Março/2019, com aulas semanais, às quintas-feiras, na APM Santos. Além dos módulos, o curso oferece quatro workshops presenciais, opcionais, sendo três deles em julho nos EUA, na Harvard. O último workshop é um curso de cinco dias, com aulas ministradas por professores da Harvard, e revisão do projeto de pesquisa que o aluno irá desenvolver ao longo do curso.

O aluno ainda tem a oportunidade de inscrever projetos pessoais para serem discutidos pelos professores da Harvard. As inscrições já estão abertas e vão até dia 31 de dezembro de 2018. Para fazer a inscrição, entre em contato:

Informações:

Secretaria APM Santos: (13)3289-2626

Dr. Felipe Piccarone: (11) 98924 – 9885

E-mail:  santos@apm.org.br / piccarone@hotmail.com

Diretamente no site do curso: www.ppcr.org

*Consulte taxas na Secretaria da APM Santos.

Não perca esta oportunidade única!

Ingestão materna de vitamina D para manter a 25-Hidroxivitamina D circulante no final da gestação

Atualmente, há evidências insuficientes, baseadas em ensaios clínicos randomizados, que determinem quanto de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] é necessário para desfechos perinatais. Os valores de referência para vitamina D, que são as doses recomendadas para atingir níveis séricos de 25(OH)D entre 25 e 50 nmol/L para desfechos de saúde óssea, estão sendo utilizados para gestante e lactante. No entanto, eles não são específicos para desfecho saúde perinatal, como também não consideram as necessidades fetais e neonatais, e confiam no pressuposto de que a gravidez não aumenta a demanda metabólica de vitamina D.

A deficiência endêmica de vitamina D tem sido relatada entre mulheres grávidas e recém-nascidos em todo o mundo, com grandes variações entre e dentro as regiões. Na revisão sistemática de Saraf et al. (Global summary of maternal and newborn vitamin D status—a systematic review), a prevalência global de concentrações de 25(OH)D <50 nmol /L foi de 54% entre gestantes e 75% entre os recém-nascidos, enquanto 18% das gestantes e 29% dos recém-nascidos apresentaram concentrações <25 nmol/L, um limiar relacionado com risco aumentado de raquitismo nutricional. Reconhecendo que as necessidades neonatais para a 25(OH)D são desconhecidas e a aplicação de referências adultas a recém-nascidos pode ser questionável, parece prudente assegurar a manutenção do recém-nascido circulando 25(OH)D acima do mínimo 25–30 nmol/L. Como as concentrações de cordão umbilical de 25(OH)D geralmente são de 60 a 80% dos valores maternos por ocasião do parto, a manutenção dos níveis séricos de 25(OH)D maternos >25–30 nmol/L não garante níveis neonatais adequados. Na ausência de dados suficientes, baseados em ensaios clínicos, para estabelecer os requisitos maternos para 25 (OH) D com base nos resultados perinatais, o estudo propos que, as recomendações para a vitamina D durante a gravidez devem ser estabelecidas com o objetivo de manter níveis séricos de 25(OH)D em concentrações suficientes para assegurar que as concentrações de 25(OH)D no recém-nascido sejam ≥ 25–30 nmol/L.

Pesquisadores da Nova Zelândia e do Canadá propuseram que a 25(OH)D materna deveria ser mantida em torno de 50 nmol/L. Até onde se sabe, este estudo é o primeiro ensaio randomizado, dose-resposta, controlado por placebo que foi desenhado especificamente para estimar a ingestão materna de vitamina D necessária para manter níveis séricos de 25(OH)D no final da gestação em uma concentração suficiente para manter os níveis no cordão umbilical ≥25–30 nmol/L.

Foram avaliadas 144 mulheres grávidas, de pele branca, alocadas para receber 10 µg (400 UI) ou 20 µg (800 UI) de vitamina D3/dia, iniciando ≤ 18 semanas de idade gestacional. Os metabólitos da vitamina D nas 14, 24 e 36 semanas de gestação e nos soros dos cordões, incluindo 25(OH)D3, 3-epi-25(OH)D3, 24,25(OH)2D3 e 25(OH)D2 foram quantificados por cromatografia líquida. Um modelo de regressão curvilínea previu a ingestão total de vitamina D (dieta e suplementação pré-natal mais dose de tratamento) que manteve a 25(OH)D materna no final da gestação em uma concentração suficiente para manter no cordão níveis de 25(OH)D em ≥ 25–30 nmol/L.

A média ± DP basal de 25(OH)D foi de 54,9 ± 10,7 nmol/L. A ingestão total de vitamina D no ponto final do estudo (36 semanas de gestação) foi de 12,1 ± 8,0, 21,9 ± 5,3 e 33,7 ± 5,1 µg /d nos grupos placebo e 10µg e 20µg de vitamina D3, respectivamente; e 25(OH)D foi de 24,3 ± 5,8 e 29,2 ± 5,6 nmol/L maior nos grupos de 10 e 20 µg, respectivamente, em comparação com placebo (P <0,001). Para as concentrações maternas de 25(OH)D ≥50 nmol/L, 95% dos soros dos cordões eram ≥ 30 nmol/L e 99% eram >25 nmol/L. O consumo estimado de vitamina D necessário para manter a 25(OH)D sérica ≥ 50 nmol/L em 97,5% das mulheres foi de 28,9 µg/dia ou 1156 UI/dia.

Como conclusão, os pesquisadores sugerem que 30µg de vitamina D por dia mantem de forma segura as concentrações séricas de 25(OH)D ≥50 nmol/L em quase todas as mulheres de pele branca durante a gravidez na latitude norte. Desta forma foi mantido 25(OH)D >25 nmol/L em 99% e ≥30 nmol/L em 95% dos soros do cordão umbilical.

Este ensaio foi registrado em www.clinicaltrials.gov como NCT02506439.

 

Dia Mundial de luta contra AIDS

Dia 1º de Dezembro, Dia Mundial de Luta contra AIDS, dia simbólico que visa chamar a atenção do mundo e das mídias para o problema que está longe ainda de estar resolvido ou contido.

Estatísticas Globais sobre HIV 2017

– 36,9 milhões {31,1 milhões – 43,9 milhões} de pessoas em todo o mundo viviam com HIV em 2017

– 21,7 milhões {19,1 milhões – 22,6 milhões} de pessoas tiveram acesso à terapia antirretroviral em 2017

– 1,8 milhões {1,4 milhões- 2,4 milhões} de novas infecções pelo HIV em 2017

– 940.000 {670.000 – 1,3 milhão} de pessoas morreram por causas relacionadas à AIDS em 2017

– 77,3 milhões {59,9 milhões – 100 milhões} de pessoas foram infectadas pelo HIV desde o inicio da epidemia

– 35,4 milhões { 25 milhões – 49,9 milhões} de pessoas morreram por causas relacionadas à AIDS desde o inicio da epidemia

Pessoas vivendo com HIV

– Em 2017, havia 36,9 milhões {31,1 milhões- 43,9 milhões} de pessoas vivendo com HIV

– 35,1 milhões {29,6 milhões-41,7 milhões} de adultos

– 1,8 milhão {1,3 milhão- 2,4 milhões} de crianças (menores de 15 anos)

– 75% {55-92%} de todas as pessoas vivendo com HIV conheciam seu estado sorológico positivo em 2017 (foram testadas para HIV)

– Cerca de 9,4 milhões de pessoas não sabiam que vivem com HIV

Pessoas vivendo com HIV com acesso à terapia antirretroviral

– Em 2017, 21,7 milhões {19,1 milhões – 22,6 milhões} de pessoas vivendo com HIV tinham acesso à terapia antirretroviral, um aumento de 2,3 milhões em comparação com 2016 e de 8 milhões { 7,1 milhões- 8,3 milhões} em comparação com 2010

– Em 2017, 59% {44%-73%} de todas as pessoas vivendo com HIV tiveram acesso ao tratamento

– 59% {44%-73%} dos adultos com 15 ou mais anos vivendo com HIV tinham acesso ao tratamento, assim como 52% {37%-70%} das crianças de 0 a 14 anos

– 65% {49%-80%} das mulheres com idade igual ou superior a 15 anos tiveram acesso ao tratamento de HIV, mas apenas 53% {38-66%} dos adultos do sexo masculino com 15 anos ou mais tiveram acesso ao tratamento

– Em 2017, 80% {61%-95%} das mulheres grávidas vivendo com HIV tinham acesso a medicamentos antirretrovirais para prevenir a transmissão do HIV para seus bebês

Novas infecções por HIV

– O número de novas infecções por HIV caiu 47% desde o pico em 1996

– Em 2017, houve 1,8 milhão { 1,4 milhão – 2,4 milhões} de novas infecções por HIV, em            comparação com 3,4 milhões  { 2,6 milhões – 4,4 milhões} em 1996

– Desde 2010, as novas infecções por HIV entre adultos caíram cerca de 16%, de 1,9 milhão { 1,5 milhão – 2,5 milhões} para 1,6 milhão { 1,3 milhão – 2,1 milhões} em 2017

– Desde 2010, as novas infecções por HIV entre crianças diminuíram 35%, de 270.000 { 170.000-400.000} em 2010 para 180.000 {110.000 – 260.000} em 2017

Mortes relacionadas à AIDS 

– As mortes relacionadas à AIDS caíram mais de 51% desde o pico em 2004

– Em 2017, 940.000 { 670.000- 1,3 milhão} pessoas morreram por doenças relacionadas à AIDS em todo o mundo, em comparação com 1,9 milhão {1,4 milhão – 2,7 milhões} em 2004 e 1,4 milhão { 1 milhão – 2 milhões} em 2010

– Em 2017, três em cada quatro pessoas vivendo com HIV (75%) conheciam seu estado sorológico para o HIV (foram testadas para HIV)

– Entre as pessoas que conheciam seu estado sorológico, quatro a cada cinco (79%) tinham acesso ao tratamento antirretroviral

– E entre as pessoas com acesso ao tratamento, quatro a cada cinco (81%) tinham carga viral suprimida

– 47% de todas as pessoas vivendo com HIV tem a carga viral suprimida.

Mulheres

– Todas as semanas, cerca de 7.000 mulheres jovens entre 15 e 24 anos são infectadas pelo HIV

– Na África Subsaariana, três a cada quatro novas infecções são entre meninas com idade entre 15 e 19 anos. Mulheres jovens entre 15 e 24 anos têm o dobro de probabilidade de estarem vivendo com HIV do que homens

– Mais de um terço (35%) das mulheres em todo o mundo sofreram violência física e/ou sexual em algum momento de suas vidas

– em algumas regiões, as mulheres que sofrem violência são 1,5 vez mais suscetíveis a se identificarem pelo HIV

 

População Chave

– População-chave e seus parceiros sexuais representam:

– 47% das novas infecções pelo HIV em todo o mundo

– 95% das novas infecções pelo HIV no leste Europeu e Ásia Central e no Oriente Médio e Norte da África

– 16% das novas infecções pelo HIV na África Oriental e Austral

– O risco de infecção pelo HIV é:

– 27 vezes maior entre homens que fazem sexo com homens;

– 23 vezes maior entre pessoas que usam drogas injetáveis;

– 13 vezes maior entre profissionais do sexo;

– 13 vezes maior entre mulheres trans.

HIV/ Tuberculose (TB)

– A tuberculose continua a ser a principal “causa mortis” entre pessoas vivendo com HIV/AIDS.

Na nossa região continuamos a detectar cerca de 1 novo caso por dia com uma média mensal que se situa entre,   25-30 novos casos ao mês, com grande crescimento na faixa dos 14-22 anos entre HSH (homens que fazem sexo com outros homens) e ainda entre heterossexuais.

Observamos também expressivo número de casos na transmissão da terceira idade.

Tivemos avanços significativos em relação à evolução da terapêutica com medicamentos cada vez mais seguro, com menor número de comprimidos e menor número de tomadas, podendo ser tomados 1 X ao dia.

O grande avanço atual em termos de tratamento foi a incorporação dos medicamentos INIBIDORES DE INTEGRASE, potentes contra o vírus com melhora rápida e expressiva da recuperação imune, e alta barreira genética à emergência de resistência. Destacaríamos o RALTEGRAVIR e  atualmente disponível pelo Ministério da Saúde do Brasil o DOLUTEGRAVIR usado apenas 1 X dia em 1 comprimido, associado primordialmente com TENOFOVIR + LAMIVUDINA (associado em um só comprimido) facilitando a ingestão e adesão ao tratamento como dose única de apenas 2 comprimidos ao dia (1+1) e alta taxa de adesão e indetectabilidade do vírus.

Podemos ainda usar outras diversas drogas alternativas entre as quais eu destacaria o DARUNAVIR, INIBIDOR DE PROTEASE de última geração bem como outros inibidores da TRANSCRIPTASE REVERSA (ABACAVIR).

Com esses esquemas terapêuticos novos pode-se calcular possibilidades matemáticas de que o uso regular, a  manutenção do efeito terapêutico superior há 20 anos àqueles que não falharam nas tomadas dos mesmos.

A reflexão final é da extrema necessidade de se trabalhar de forma programática e cotidiana a PREVENÇÃO nas diversas situações de risco e populações mais vulneráveis como as já citadas anteriormente.

Destaca-se com respeito a prevenção com uso de medicamentos a ampliação da  PreP, “Profilaxia Pré Exposição”, que junto respectivamente com:

  1. Tratamento como prevenção
  2. Uso correto e cotidiano de preservativo

Reduz a possibilidade de prevenção a níveis extremamente baixos.

Por fim a ampliação e oferta de testagem em todos os postos públicos de atendimento à saúde bem como consultórios médicos privados extensivos aí a testagem para Hepatites A, B, C e Sífilis permitiriam o controle melhor não só a epidemia HIV/ AIDS bem como das intersecções.

 

Autor: Dr. Ricardo Leite Hayden.

Presidente do Depto. de Infectologia da APM Santos

 

 

 

 

I Jornada de Neurologia e Neurociências de Santos

1º de dezembro de 2018, das 8:30 as 17:30

Associação Paulista de Medicina – Santos

Av. Ana Costa, 388 – Gonzaga, Santos – SP

Apoio da APAN (Associação Paulista de Neurologia)

SALA 1

8:00 – 9:00 – inscrições e distribuição de material

9:00 – 9:20 – abertura da jornada e dinâmica das discussões – Dra Yára Dadalti Fragoso

9:20 – 9:50 – A longa história da neurologia resumida em meia hora – Dr Tarso Adoni

9:50 – 10:20 – Doenças neurológicas no século XXI – Dr Gutemberg Santos

10:20 – 11:00 – Trabalhos científicos em sala (com coffee-box)

Apresentação dos trabalhos científicos selecionados (5 minutos de apresentação de cada trabalho + 5 minutos para discussão)

Seleção dos trabalhos: Dr Sidney Gomes, Dra Samira Apóstolos-Pereira, Dr Paulo Novaes

Os trabalhos selecionados serão divulgados na forma de resumo na revista virtual Higiei@

Sala 1: 4 trabalhos – Avaliadores: Dr Joseph Brooks, Dra Andrea Anacleto, Dr Nilton Branco, Dr Guilherme Troiani

Sala 2: 4 trabalhos – Avaliadores: Dr Mauro Gomes Araújo, Dra Jerusa Smid, Dr Gutemberg Santos, Dr Fabio Prosdocimi.

11:00 – 12:30 – Mesas Redondas em duas salas

SALA 1 

11:00 – 12:30 – Mesa redonda: “Como eu diagnostico e oriento: estudo de casos”

(20 minutos cada + 10 minutos de debates)

Moderador da sessão: Dra Andrea Anacleto

– Paciente em risco de AVC – Dr Nilton Branco

– Surto de esclerose múltipla – Dr Tarso Adoni

– Paciente com tremor – Dr Joseph Brooks

SALA 2

11:00 – 12:30 – Mesa redonda: “Ferramentas validadas no Brasil para…”

(20 minutos cada + 10 minutos de debates)

Moderador da sessão: Dr Fabio Prosdocimi

– Avaliação de distúrbios alimentares – Dr Marcos Almeida

– Avaliação física geral de doentes neurológicos – Dr Claudio Scorcine

– Avaliação de marcha e de espasticidade de doentes neurológicos – Dr Mauro Gomes Araújo

12:30 – 13:30 – Lunch box com discussão de exame neurológico na prática diária

SALA 1

15 minutos para cada apresentação (utilizar filmes de pacientes para exemplificar)

Moderador da sessão: Dr Guilherme Troiani

Dr Gutemberg Santos – exame da marcha

Dr Joseph Brooks – exame dos reflexos superficiais e profundos

Dra Jerusa Smid – exame da coordenação

Dr Gustavo Grottone – exame da movimentação ocular e das pupilas

13:30 – 16:00 – Mesas Redondas em duas salas

SALA 1 

13:30 – 16:00 – Mesa redonda: “Como eu diagnostico e oriento: estudo de casos”  

(20 minutos cada + 10 minutos de debates)

Moderador da sessão: Dra Andrea Anacleto

–  Cefaleia primária de difícil tratamento – Dra Yára Fragoso

– Demências de instalação aguda e subaguda – Dra Jerusa Smid

– Neuropatias e miopatias que todos devem saber – Dr Joseph Brooks

SALA 2

13:30 – 16:00 – Mesa redonda: “Ferramentas validadas no Brasil para…”

(20 minutos cada + 10 minutos de debates)

Moderador da sessão: Dr Nilton Branco

– Avaliação neurocognitiva breve – Dra Carina Spedo

– Avaliação do desenvolvimento neuropsicomotor – Dra Maria Lucia Leal

– Avaliação de dor orofacial – Dr Fabio Prosdocimi

16:00 – 17:00 –NEURO-COPA Santista (2 times)

SALA 1

Moderador: Dr Gutemberg Santos

Apresentação dos desafios: Dr Tarso Adoni, Dra Jerusa Smid, Dra Yára Fragoso, Dr Fabio Prosdocimi

Responsáveis pelo Time 1: Dr Joseph Brooks, Pedro Rosa

Responsáveis pelo Time 2: Dr Nilton Branco, Eduardo Nogueira

Responsáveis pelo Time 3: Dra Maria Fernanda Mingossi, recém formado da Unilus

 

Inscrições e Vagas:

Inscrição de resumos para apresentação oral: categorias “pesquisa original”, “relato de casos”, “revisão da literatura”. Regras para submissão em breve.

Serão aceitas inscrições de profissionais de saúde de todas as áreas e de estudantes universitários que terminarão a faculdade em 2019 ou 2020.

Tem um time para inscrever na COPA? É preciso um acadêmico formado em medicina em 2018, um professor de neurologia e mais 2 acadêmicos da sua faculdade.

130 vagas

Valor da inscrição

Médicos e Residentes = R$ 70

Profissionais de Áreas da Saúde = R$ 70

Estudantes de Graduação = R$ 40

Fazer a reserva enviando nome completo, qualificação de acordo com a lista acima (Médicos e Residentes, Profissionais de Áreas da Saúde ou Estudantes de Graduação)

No dia do evento apenas serão oferecidas vagas remanescentes, sendo importante fazer sua reserva.

Convidados

Dr Tarso Adoni – Neurologia, Hospital Sirio Libanês de SP

Dra Jerusa Smid – Neurologia, Hospital das Clínicas de SP

Dr Gutemberg Santos – Universidade Estácio de Sá – RJ

Dra Carina Spedo – Associação Brasileira de Neuropsicologia e Associação Americana de Psicologia

Dr Sidney Gomes – Comitê de Ensino da Neurologia, Academia Brasileira de Neurologia

Dra Samira Apóstolos-Pereira – Neurologia, Hospital das Clínicas de SP

Convidados de Santos

Dr Guilherme Troiani

Dr Marcos Almeida

Dra Maria Lucia Leal dos Santos

Dr Gustavo Grottone

 

Professores da Universidade Metropolitana de Santos

Dr Mauro Gomes Araújo

Dra Andrea Anacleto

Dr Nilton Branco

Dr Joseph Bruno B. Brooks

Dr Fabio Prosdocimi

Dr Claudio Scorcine

Dr Paulo Novaes

Dra Yára Dadalti Fragoso

Professora da UNILUS

Dra Maria Fernanda Mingossi

 

Estudo analisa relação entre a ingestão de polifenol e o diabetes tipo 2

A prevalência de diabete mellitus II (DM-II) está aumentando rapidamente em todo o mundo e quase dobrou desde 1980. Se não tratada, o DM-II pode levar a grandes complicações micro e macrovasculares e, portanto, representa um grande desafio para os sistemas de saúde. A prevenção está parcialmente relacionada a fatores de estilo de vida que podem ser mudados e pode ser alcançada por meio de simples intervenções como, atividade física regular, alimentação saudável, abstendo-se de fumar, mantendo um peso saudável e monitorando pressão arterial e lipídios.

Um componente importante de uma dieta saudável são os alimentos à base de plantas, particularmente aqueles que são ricos em fitoquímicos, como os polifenóis, que podem ser divididos em quatro grupos: flavonoides, ácidos fenólicos, estilbenos e lignanas. Os polifenóis podem ser divididos em quatro grupos: flavonóides, ácidos fenólicos, estilbenos e lignanas. Os flavonoides correspondem ao maior grupo dos polifenóis [flavonóis (cebola, couve, alho poró, brócolis, maça); flavanóis, incluindo flavan-3-ois e proantocianidinas (chá, uvas, cacau), flavanonas (frutas cítricas), flavonas (salsa, salsão), isoflavonas (soja), dihidrochalconas (maçã) antocianidinas (uvas escuras e berries (amora, mirtilo, morango, framboesa, groselha)]. Os ácidos fenólicos são constituintes do café, do chá e da parte externa dos frutos. Os estilbenos estão presentes principalmente no vinho e no amendoim, e lignanas na linhaça e nos cereais. Os polifenóis influenciam o metabolismo da glicose inibindo a absorção de glicose pelo intestino, aumentando a secreção de insulina do pâncreas, melhorando a captação de glicose nas células musculares e adipócitos e suprimindo a liberação de glicose do fígado. Essas ações são críticas na ocorrência, prevenção e manejo do DM-II.

Neste contexto, pesquisadores alemães [Rienks et al., Polyphenol exposure and risk of type 2 diabetes: dose-response meta-analyses and systematic review of prospective cohort studies. Am J Clin Nutr, 2018] desenvolveram um estudo com o objetivo de revisar sistematicamente estudos de coorte e realizar meta-análises dose-resposta para resumir as evidências sobre o efeito da exposição aos polifenóis no risco de DM-II. Para isso, estudos epidemiológicos prospectivos publicados antes de janeiro de 2018 foram revisados.

Após seleção de 18 estudos, os resultados mostraram que quantidades extremas de ingestão de polifenóis foram associados ao menor risco de DM-II (flavonoides, flavonóis, flavan-3-ois, catequinas, antocianidinas, isoflavonas, daidzeína, genisteína e estilbenos). Na meta-análise dose-resposta, associações não-lineares foram observadas para ingestões de polifenóis, flavonoides, flavanonas, antocianidinas, antocianinas e biomarcadores de genisteína. Uma associação dose-resposta linear foi observada apenas para os ácidos fenólicos.

Assim, diante das análises realizadas, o estudo contribuiu para as evidências mostrando que dietas ricas em polifenóis e, particularmente, flavonoides, desempenham um papel na prevenção do DM-II. Para a maioria das associações, foram encontradas evidências de não linearidade, sugerindo que uma quantidade recomendável de ingestão deve minimizar o risco de DM-II. Os autores sugerem que sejam desenvolvidos mais estudos que explorem as associações não lineares identificadas.

Fonte: Universidade de Oxford

Acupuntura no controle terapêutico da dor de migrânea: relato de caso

Segundo do Ad Hoc Committee on Classification of Headache, de 1962, a Migrânea poderia ser definida da seguinte maneira: “crises de cefaleia, geralmente unilaterais no inicio e associadas a anorexia e ás vezes com náuseas e vômitos”. Migrânea também conhecida como enxaqueca, acomete com mais frequência o sexo feminino, provocando limitação na qualidade de vida, na fase produtiva. De um modo geral, história familiar positiva é obtida em 50% a 60% dos doentes.

Os estudos mostram que aproximadamente metade da susceptibilidade á Migrânea é de origem genética e que a outra metade é determinada por influências ambientais. Organização Mundial de Saúde reconheceu a Acupuntura como uma terapia válida na saúde e satisfatória nos resultados dos tratamentos de diversas modalidades de álgicas. Fatores desencadeantes, tais como: distúrbios do sono, preocupação excessiva e ingestão de alguns alimentos (queijo, chocolate e vinho), são relatados com frequência pelos doentes. A Acupuntura atua fortalecendo o sistema supressor de Dor, através da estimulação aferentes por agulhamentos, em terminações nervosas (pontos de Acupuntura).

Os impulsos são gerados aumentando a liberação de endorfinas e outros neurotrasmissores. Promovendo ação antiálgica, sensação de bem estar e melhora do sono. Relato de caso E. F. D. M., sexo feminino, 44 anos de idade, executiva de vendas, natural de Natal/RN, compareceu ao serviço de saúde queixando-se de cefaleia iniciada aos 18 anos, com crises de enxaqueca com dor localização inicialmente em região occipital esquerda, sempre hemicraniana com intensidade média de 8 na Escala Visual Numérica (EVN).

A paciente iniciou o tratamento semanal com Acupuntura em um total de 30 sessões, nos seguintes pontos: Ig4, Ig11, B 11 e 60, VB34, R3, F3 bilateralmente e Yintang, Dumay. Após terapia a paciente evoluiu com redução da intensidade da Dor para EVN=2, com menor número de crises e duração da sintomatologia.

Fonte: Universidade Potiguar – UnP- Natal/RN-Brasil1,2,3,4 Ana F F Dias1,Valeska M A de Sousa2, Anna B A Medeiros3,Levi H J Junior4

 

Exame do Cremesp 2018 aprova 61,8% dos recém-formados em Medicina

Pelo segundo ano consecutivo, os resultados do Exame do Cremesp apontam que a maioria (61,8%) dos recém-formados em Medicina que realizaram a avaliação foram aprovados. Esse percentual equivale a 1.961 de um total de

3.174 egressos do estado de São Paulo que fizeram a prova. Além desses, 711 inscritos de outros estados participaram da avaliação, mas não entraram no cômputo de desempenho.

Realizado em 19 de agosto, pela Fundação Carlos Chagas (FCC), o exame deste ano teve número recorde de adesão em relação aos anos anteriores, com 4.690 inscrições. “Isso é resultado do reconhecimento que a avaliação alcançou desde 2015, quando passou a contar como um dos critérios de acesso à Residência Médica e a processos seletivos no mercado de trabalho”, afirmou o coordenador do exame e primeiro-secretário do Cremesp, Bráulio Luna Filho.

“A experiência com a avaliação externa dos egressos de Medicina tem sido muito exitosa. Espero que essa ação continue e que se torne um exame nacional obrigatório”, destacou o presidente do Cremesp, Lavínio Nilton Camarim.

Além da capital, o exame foi aplicado simultaneamente em mais nove municípios do estado de São Paulo: Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Taubaté, Presidente Prudente, Santos, Marília, São Carlos e Botucatu.

Fonte: Jornal do Cremesp

‘Fake news’ podem atrapalhar o tratamento contra o câncer de mama

Notícias falsas como cremes e chás milagrosos e até plantas que prometem curar o câncer de mama podem comprometer o tratamento contra a doença. Depois do susto de receber o diagnóstico, muitas mulheres começam a pesquisar sobre o tema e ainda se deparam com notícias falsas (fake news) que vão de tratamentos a diagnósticos. Essas notícias podem prejudicar o tratamento correto da doença. Algumas pessoas até abandonam o tratamento convencional e o acompanhamento médico por conta de notícias falsas.

Como o câncer de mama é o de maior incidência entre as mulheres brasileiras, a informação é uma arma importante para o diagnóstico precoce e, consequentemente, melhor resposta ao tratamento. “A credibilidade das informação sobre diagnóstico e tratamento devem sempre vir de médicos e especialistas que estejam tratando a paciente”, reforça o especialista.

Veja abaixo as principais notícias falsas sobre o câncer de mama:

Cremes, pomadas ou chás podem curar o câncer
Falso. Nenhuma dessas substâncias tratam ou evitam a doença. Evandro Fallacci explica que as alterações que desencadeiam o câncer começam no interior das células promovendo um crescimento descontrolado, por isso não podem ser evitadas com tratamentos alternativos. “Não existem relatos na literatura médica de que cremes e pomadas possam tratar câncer. Claro que manter uma vida saudável com boa alimentação, exercícios regulares, uso de protetor solar e boas noites de sono podem fortalecer o organismo, mas não evitam a maioria dos tipos de câncer”, diz o médico. Os tumores de pele são uma exceção, já que normalmente são prevenidos com o uso de bloqueadores dos raios solares.

Ter silicone faz com que a mulher tenha mais chances de ter câncer de mama
Falso. O especialista explica que não existem relatos científicos de que a doença seja desencadeada pelo uso de próteses de silicone. “O que acontece muitas vezes é que a mulher se preocupa com a estética do seio e deixa de fazer a visitar regularmente o mastologista para exames anuais. Com isso, a doença pode desenvolver-se sem diagnóstico precoce, mas não por causa da prótese”, explica o especialista.

Existem combinações de remédios de farmácia que substituem a quimioterapia
Falso. A quimioterapia, a cirurgia e a radioterapia são etapas fundamentais do tratamento do câncer de mama. Em alguns casos, elas podem ser combinadas. “Cada paciente deve ser tratada de maneira única” explica o mastologista.

Apenas mulheres acima dos 50 anos podem ter câncer de mama
Falso. Apesar de raro, existem mulheres que desenvolvem a doença mais cedo do que a maioria por uma predisposição genética ou por outros fatores como exposição excessiva à radiação na região do tórax. “Por isso, é muito importante fazer o autoexame e ir ao ginecologista regularmente”, lembra Evandro.

Se o resultado da mamografia der alterado a paciente está com câncer
Falso. Qualquer alteração deve ser vista com atenção, seja na mamografia ou durante o autoexame das mamas. No entanto, nem todas são malignas (cancerígenas). O exame pode indicar também cistos, nódulos e calcificações. O ideal é, sempre que detectada uma alteração, que a paciente procure um mastologista para esclarecimento e acompanhamento.

Apenas um exame é necessário para ter o diagnóstico de câncer de mama
Falso. Além da mamografia, outros exames complementares podem ser feitos dependendo do tipo e volume da mama, da idade e da presença de implantes mamários e histórico familiar. A ultrassonografia e a ressonância magnética são exemplos de exames complementares.

Consultoria: Hospital 9 de Julho
Fonte: Sociedade Brasileira de Mastologia

Conto: Presente ao Médico

Quando me formei medico há mais de 40 anos, os jovens doutores viviam com entusiasmo o aguardo da licença no conselho regional de medicina, que oferecia ao novo médico o documento legal para o exercício da atividade em todo o país, possibilitando consolidar antigos e novos sonhos com legítima autonomia.

Foi grande minha expectativa em esperar alguns meses para receber o CRM definitivo e com ele o tão almejado carimbo médico. Nunca imaginei que daqui para frente minha vida seria totalmente diferente, agora tinha carimbo de médico, era independente, livre para arrojar na vida, poderia clinicar em qualquer lugar do país, era só usar o carimbo, realizar meu sonho como médico receber dinheiro, e desfrutar o restante da vida, talvez minha vivência nesta época refletia a tranquilidade de minha ignorância.

No início de minha carreira médica nas horas vagas quando não tinha nada para fazer, confesso que ficava imaginando como confeccionar meu carimbo médico, planejava qual seria a melhor letra, melhor disposição, qual a cor de tinta a ser usada, preta, azul, verde, tudo para demonstrar segurança conhecimento, elegância, dignidade, todos estes conceitos reunidos e resumidos em um simples e pequeno carimbo.

Ficava sonhando com o desempenho na profissão treinava carimbar, carimbava blocos de receita médica, rascunho, papel de embrulhar pão, em qualquer espaço que coubesse um carimbo, eu exercia o direto de carimbar. Com carimbo em mãos rumei para o litoral, o destino reservou-me estudar e formar-me médico no interior do estado de São Paulo e especializar-me e praticar medicina no litoral deste estado.

Na época estimava que no litoral, a prática médica seria igual ao interior, minha postura era talvez de ansiedade do desconhecido, teria que pôr em prática o que tinha apreendido, carimbar algumas receitas, e aproveitar a vida isto ficou claro quando trabalhei como médico alguns meses no interior já tinha ouvido muitas histórias sobre os presentes de gratidão que os pacientes ofereciam a seus médicos no interior, alguns pacientes davam a seus médicos novilhos eu achava que era o máximo do desempenho médico, um médico receber um boi como presente de seu paciente agradecido, vinha embutido no presente o conceito geral de médico com conhecimento científico notório, com grandeza de caráter, bem sucedido, existia o conceito popular que o médico tinha grande patrimônio, era possuidor de muitos bens, inclusive fazenda tudo conquistado com a pratica do exercício médico exemplar, o dinheiro em conseqüência do bom desempenho médico, sendo seu carimbo usado majestosamente. Nesta época trabalhei pouco tempo no interior e fui pago com meu digno e honroso salário e com gratidão, de alguns pacientes que me ofertavam presentes como, doces de leite, mandioca, jabuticabas, pano de prato, etc., cheguei a ganhar no interior várias galinhas vivas talvez por minha juventude, os pacientes supunham que o jovem médico estava iniciando a vida profissional, com experiencia limitada, talvez começando um pequeno poleiro de galinhas que futuramente se transformaria em uma fazenda de gado.

Quando optei por viver no litoral achava que era igual ao interior, ouvi história de médico bem sucedido no litoral que recebeu como presente, enorme quantidade de camarão grande (em média cinco unidades de camarões perfazendo 1 kg, isto é camarão grande) após atender uma paciente e usar com grande satisfação meu precioso carimbo médico, confeccionado com a mais precisa e sensível disposição de letras e cores qual minha surpresa, uma paciente me agraciou com uma fieira de caranguejos vivos “Doutor trouxe estes caranguejos todos muito bem escolhidos são bem graúdos”, quando olhei vi uma enorme fieira de crustáceos vivos com carapaça, suas patas peludas e presas pontiagudas em constante movimento, deparei-me com os olhos dos bichos saltitando e se recolhendo constantemente, pensei e agora o que faço, antes de refletir sobre o meu presente a paciente sugeriu uma receita para os animais, ”é só colocar em uma panela de água fervendo que eles vão ficar uma delícia e no tempero, use, cebola, alho, tomate, tem que ter uma pitada de cerveja”.

Imagine só a situação, início de carreira ainda jovem chegando em casa agradecido por usar muito bem meu carimbo e trazendo o mimo recebido da paciente em gratidão ao dia trabalhado, avisando minha mulher: “Querida trouxe alguma coisa para o nosso jantarzinho, hoje não vamos tomar vinho eu já trouxe cerveja, que podemos usar também no tempero destes dóceis caranguejos, é fácil de fazer, em uma panela grande deixe a água ferver por um bom tempo, após coloque os caranguejos vivinhos, se algum tentar fugir pelas bordas da panela com uma colher de pau empurre o animal água quente abaixo”.

Na realidade minha esposa chegava de um dia de trabalho exaustivo, cansada, provavelmente esperando uma refeição já pronta com enormes camarões, e não uma fieira de pobres caranguejos vivos que seriam submetidos a morte por afogamento, queimados vivos em água quente, toda esta tortura sendo realizada nos porões de nossa purificada cozinha.

Mas o litoral oferece soluções mágicas, próximo de minha residência tem um canal de águas fluviais construído pelo engenheiro e sanitarista Saturnino de Brito inspirado na luta de Osvaldo Cruz com intenção de erradicar as doenças infecto contagiosas predominantes na região no início do século passado o porto de Santos era conhecido como “porto maldito”, estes urbanistas lutaram pela defesa sanitária da cidade, solucionaram o problema drenando o mangue e agora quase no centenário de construção dos canais, no ano de sua comemoração descobri mais uma nova utilidade dada aos canais, a de salvar caranguejos que tinham como destino a água quente da panela, isto foi à porta da liberdade dos dignos animais.

Fiquei muito contente com o destino dado ao presente que ganhei, pois no pior cenário poderia ter recebido de presente duas dúzias de ostras, como ganhei em ano seguinte…, mas isto é outra história.
Ah… Quanta saudade do velho e bom interior aonde não existia nada disso, era tudo muito simples e tranquilo, com as galinhas que ganhava era só cortar o seu pescoço e tudo resolvido.

Autor: Vicente Tarricone Junior