Os vírus estão no topo da cadeia alimentar

Considerado um dos maiores especialistas do mundo em vírus transmitidos por insetos (arbovírus) e pioneiro no estudo do zika no Brasil, o virologista Pedro Fernando da Costa Vasconcelos, do Instituto Evandro Chagas e da Universidade do Estado do Pará, alerta que pelo menos três vírus silvestres, hoje restritos a áreas rurais, ameaçam se espalhar pelo país.

Um deles é o mayaro, descoberto no território fluminense em maio pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ele tem sintomas semelhantes ao chicungunha – como intensas e incapacitantes dores nas articulações, que se prolongam por meses – e, segundo os pesquisadores, pode provocar uma epidemia no Sudeste. Não há vacina ou qualquer tratamento específico.

Quais os vírus silvestres com maior potencial hoje de causar epidemias nas cidades brasileiras?

Lembramos sempre do mayaro e do oropouche porque, embora sejam transmitidos por mosquitos silvestres (o haemagogo, no caso do mayaro, e o maruim, no do oropouche), em laboratório eles se mostraram transmissíveis pelo Aedes aegypti, o principal vetor de vírus em cidades. Por[em, destacaria o vírus da febre do Oeste do Nilo, que é transmitido pelo cúlex, o pernilongo comum. Ele já causou epidemias nos EUA e na Euripa. Já foi isolado aqui em seres humanos, Há um risco real. É um vírus muito perigosos, provoca encefalite, e uma epidemia seria mais difícil de controlar aqui.

Por quê?

Porque no Brasil as condições climáticas são muito mais favoráveis aos mosquitos. Além disso, nos EUA e na Europa a transmissão aconteceu fora de casa, em parques, jardins, onde é muito mais fácil de controlar o risco. Aqui, o mosquito está dentro das casas. Isso acontece devivod a uma série de fatores.

Quais?

Falta de saneamento, de hábitos de controle de focos, como evitar acúmulo de água. Há ainda a questão urbana, as lajes das comunidades, por exemplo, são focos em potencial. Temos muita gente vivendo em condições precárias, muito mosquito e um clima extremamente quente e favorável a eles. Além disso, as autoridades de saúde no Brasil fracassaram terrivelmente no controle das arboviroses, o que fica óbvio com as epidemias que temos sofrido.

Temos muitas florestas, elas são um risco para essas doenças?

Não. Ao contrário, elas ajudam a manter vírus potencialmente perigosos longe de nós, sob controle. O risco existe com o desmatamento e com as pessoas invadindo cada vez mais as matas. A floresta desaparece, mas os vírus e os mosquitos, não. Elas se adaptam e vão para as cidades. Além disso, ao penetrar nas matas, o ser humano ajuda a espalhar os vírus. Essa é a história da dengue, da febre amarela, do zika. O Brasil precisa aprender a conviver com suas florestas.

Qual o custo de desmatar?

É muito alto. Invadir as florestas é abrir caminho para novos vírus. Quase todas as doenças que têm nos afetado são zoonoses. São de animas e se adaptaram a nós. Os vírus estão no topo da cadeia alimentar. Temos a ilusão de que somos nós. Mas não, os vírus são nossos predadores.

Que outros vírus devem estar no radar da vigilância sanitária?

Além do vírus da Amazônia, como o mayaro e oropouche, já estrangeiros. Destaco o da encefalite japonesa, o mais terrível, altamente letal. Mata 10% das vitimas e deixa até 40% com sequelas. Ele está presente em China, Índia, Vietnã, Tailândia e Indonésia. Seu transmissor é o cúlex, o pernilongo. Há ainda os vírus das encefalites esquina e Saint Louis, estes dois presentes nas Américas.

Qual a solução para evitar epidemias?

Investir em vigilância sanitária. Houve um grande enfraquecimento no Brasil. Seja no cumprimento do programa de vacinação seja no controle de vetores. As prefeituras relaxaram demais nisso. E não adianta uma cidade ir bem se a vizinha não vai. Mosquitos e vírus ignoram fronteiras.

Estrogênio Protege Contra Sjögren

Não é um endosso para a terapia de reposição de estrogênio, no entanto, os pesquisadores alertam

A maior exposição cumulativa ao estrogênio foi inversamente associada ao risco de síndrome de Sjögren primária, sugerindo que uma exposição mais extensa ao hormônio sexual pode ser protetora contra o desenvolvimento dessa doença autoimune.

Em um grande estudo de caso-controle de mulheres inscritas na Aliança Clínica Colaborativa de Sjögren (SICCA), as mulheres que tiveram a maior exposição geral ao estrogênio devido a fatores como a menarca precoce tiveram apenas metade do risco de desenvolver a síndrome de Sjögren, tendo alguns sintomas do tipo sicca, com um odds ratio de 0,5 (IC 95% 0,30-0,86), de acordo com Sara McCoy, MD, da Universidade de Wisconsin, em Madison, e seus colegas.

E entre os controles da sicca, as mulheres com as maiores pontuações acumuladas de ciclos menstruais na menopausa tiveram uma redução de 24% na exposição aos hormônios sexuais, relataram os pesquisadores na Arthritis Care & Research .

Acredita-se que os hormônios sexuais desempenhem um papel na patogênese da síndrome de Sjögren, que é caracterizada por infiltração linfocitária das glândulas salivares e lacrimais e outras manifestações, como positividade de anticorpos e aumento de parótida.

Essa associação com hormônios sexuais tem sido suspeitada porque as mulheres são afetadas 10 vezes mais do que os homens, e a idade usual de início é na época da menopausa, com o rápido declínio dos hormônios sexuais femininos.

No entanto, poucos estudos examinaram essa associação em detalhes, então o grupo de McCoy analisou dados do SICCA, que é um registro internacional financiado pelo Instituto Nacional de Saúde que inscreveu pacientes com suspeita ou confirmação da síndrome de Sjögren de 2003 a 2012.

Pacientes que preencheram os critérios estabelecidos pelo Colégio Americano de Reumatologia / Liga Européia Contra o Reumatismo para a síndrome de Sjögren foram comparados com aqueles que tinham pelo menos um sinal objetivo sicca como fluxo salivar total não estimulado de 0,1 mL / min ou menos ou um resultado do teste de Schirmer abaixo de 5 mm / 5 min, mas não apresentava anticorpos antígeno-relacionados à síndrome de Sjögren (SSA) ou escore de foco de sialoadenite por biópsia de 1 ou superior.

Este grupo de pacientes foi referido como controles sicca.

Os escores compostos de estrogênio foram calculados a partir de variáveis ​​incluindo menarca precoce, alta paridade, histerectomia, uso de terapia hormonal e menopausa tardia, com escores variando de 0 a 5.

O ciclo menstrual cumulativo para mulheres na pré-menopausa foi calculado como a idade da mulher menos o número de anos desde o início do sintoma sicca, idade da menarca e tempo gasto grávida, enquanto para mulheres na pós-menopausa foi calculado como idade na menopausa ou início dos sintomas da seca na menarca e tempo gasto grávida.

A análise incluiu 1.320 mulheres com síndrome de Sjögren confirmada e 1.360 controles de sicca, cujas idades médias foram 52 e 54 anos, respectivamente.

A redução do risco para a síndrome de Sjögren entre os controles da sicca foi progressiva, com odds ratio de 0,81 (IC 95% 0,67-0,99) para aquelas com um escore de estrogênio composto de 1 e 0,74 (IC 95% 0,57-0,97) para uma pontuação de 2 , em seguida, diminuindo para 0,50 para aquelas com pontuação de 3 ou superior.

O padrão foi menos claro para os escores cumulativos do ciclo menstrual.

Entre as mulheres na pré-menopausa, aquelas no terceiro quartil para exposição tiveram odds ratio de 0,49 (IC 95% 0,30-0,80) para a síndrome de Sjögren, embora a significância estatística não tenha sido observada para aqueles no quartil superior (OR 0,69, IC 95% 0,38- 1,26).

Para as mulheres na pós-menopausa, o menor risco foi no quartil superior (OR 0,76, IC 95% 0,56-1,04).

Essa medida pode ser menos sensível para a detecção de riscos para a síndrome de Sjögren, porque não reflete outros fatores além da menstruação que podem influenciar a exposição aos hormônios, explicaram os pesquisadores.

Com relação aos fatores reprodutivos e menstruais individuais, os controles da sicca apresentaram menor probabilidade de histerectomia (OR 0,71, IC 95% 0,57-0,89, P <0,001), idade menor na menarca (12,8 vs 13,1 anos, P <0,001 ), e mais frequentemente estavam usando hormônios exógenos (21% vs 14%, P <0,001).

Uma análise mais aprofundada de pacientes com os maiores escores de estrogênio composto (mais de 3) encontrou riscos reduzidos dessas características típicas da síndrome de Sjögren:

• Pontuação de coloração ocular de 5 ou superior, OR 0,4 (IC 95% 0,2-0,7)

• Hipergamaglobulinemia, OR 0,3 (IC 95% 0,1-0,8)

• Positividade do fator reumatóide, OR 0,5 (IC 95% 0,2-0,9)

• Positividade anti-SSA, OR 0,5 (IC 95% 0,3-0,9)

“Nossas descobertas sugerem que a exposição cumulativa ao estrogênio pode ter um efeito modulador nos fatores que predispõem as mulheres à doença autoimune”, concluíram McCoy e seus colegas. “No caso da síndrome de Sjögren primária, a menor exposição cumulativa ao estrogênio parece aumentar a expressão clínica da doença.”

No entanto, ela não está sugerindo que as mulheres recebam terapia de reposição de estrogênio neste contexto, disse McCoy ao MedPage Today.

“Aquelas mulheres com síndrome de Sjögren completa tiveram menos exposição do que aquelas sem. Então você pode se abstrair dessa observação de que a exposição ao estrogênio a longo prazo pode ser protetora. Então o que fazemos a seguir é dizer, qual é o mecanismo por trás disso? algo que podemos aproveitar para entender melhor a doença e, no futuro, desenvolver novas terapias direcionadas “, disse ela.

“Eu não estou endossando o uso de terapia de reposição de estrogênio”, advertiu ela.

Uma limitação do estudo, segundo a equipe, foi o projeto de controle de caso, e estudos longitudinais adicionais serão necessários para confirmar essas observações.

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Nosso sistema imunológico deve nos defender de agentes infecciosos externos, mas, às vezes, algum fator faz com que ele ataque nosso próprio corpo e cause doenças conhecidas como “autoimunes”.

Os médicos já identificaram mais de 80 enfermidades desse tipo, como lúpus, esclerose múltipla, artrite reumatoide e Tireoidite de Hashimoto – e muitas delas são difíceis de identificar.

Elas também suscitam muitas perguntas, como, por exemplo, por que doenças autoimunes são mais comuns em mulheres do que em homens?

Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de 80% dos pacientes com esse tipo de doença são mulheres, segundo a Faculdade de Medicina da Universidade Johns Hopkins.

Não há consenso sobre as causas, mas em estudo publicado em junho na revista científica Trends in Genetics (Tendências da genética, em tradução livre), Melissa Wilson, bióloga evolutiva da Universidade do Estado do Arizona, e outros quatro pesquisadores apontam para “hipóteses da compensação pela gravidez” (PCH, em sigla do inglês).

Sinais da placenta

Durante a gestação, a placenta envia sinais ao sistema imunológico para que ele restrinja sua atividade e não identifique o feto como um corpo estranho a ser atacado.

Ao longo da história, o sistema imunológico das mulheres evoluiu para receber esses sinais e “facilitar a sobrevivência da gestante na presença de uma placenta invasiva e uma gravidez imunologicamente desafiadora”, escrevem os cientistas em seu estudo.

Ou seja, o sistema de defesa é “reprimido” para não atacar a placenta, mas, ao mesmo tempo, permanece alerta para continuar protegendo o corpo de agentes infecciosos.

Em cem anos, a taxa de gravidez caiu de uma faixa que variava entre 8 e 12 filhos por mulher para menos de uma criança em alguns países (no Brasil, segundo o IBGE, a taxa de fecundidade foi de 1,77 filho por mulher). Parte da queda é atribuída ao acesso crescente a métodos contraceptivos.

Mas o que acontece se o sistema imunológico permanecer anos esperando pelos sinais da placenta?

Sistema acelerado

A hipótese da equipe de pesquisadores é que, se a mulher não conceber ou desenvolver uma placenta que envie sinais, “o sistema imunológico pode se tornar agressivo demais, acelerado demais”, explica a revista Atlantic em um artigo sobre o estudo.

“Ele começa a procurar por coisas para atacar e que não sejam perigosas – essa é a maneira como as doenças autoimunes aparecem”, acrescenta.

Mas, segundo o estudo, a placenta ou a falta dela não são os únicos fatores que influenciam a incidência de doenças autoimunes.

A bióloga Melissa Wilson conta à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, que chegou ao conceito da “compensação da gravidez” ao estudar os cromossomos X e Y (aqueles que diferenciam o sexo). Ela notou que eles evoluíram ao mesmo tempo que a placenta em animais mamíferos.

“Tenho me perguntado por muito tempo se eles estão relacionados diretamente”, disse.

Os seres humanos têm 23 pares de cromossomos. O par de número 23 nas mulheres é XX e, nos homens, XY.

“O cromossomo X é o mecanismo genético que permite que haja diferenças sexuais também nas funções imunológicas”, explica Wilson.

Por ter dois cromossomos X, as mulheres podem ter doses únicas moduladas (de genes relacionados à imunidade) em comparação aos homens, explica Wilson, o que permitiria que o sistema imunológico da mãe respondesse à placenta.

Ausência de fundamentação

Por outro lado, o cientista David Hafler, professor de neurologia na Escola de Medicina da Universidade Yale, nos EUA, afirma que a hipótese da compensação pela gravidez é promissora, mas ainda faltam dados que sustentem o conceito.

Wilson concorda com as lacunas apontadas. “Nossa hipótese é que mulheres que nunca engravidaram teriam um risco maior de sofrer de doenças autoimunes”, disse ela à BBC News Mundo. “E uma das coisas que gostaríamos de pesquisar, quando tivermos acesso aos dados, é se o número de gestações é usado para prever o risco de doenças autoimunes.”

Outro ponto da hipótese dos pesquisadores seria que as mulheres que não engravidam teriam um risco menor de ter câncer, “porque seus sistemas imunológicos permaneceriam altamente vigilantes ao esperarem pela placenta”.

De todo modo, ela afirma que a hipótese não implica que ter muitos filhos, como resultado da evolução, seja a melhor forma de agir. Segundo a bióloga, a pesquisa “não serve para nos dizer qual é o melhor caminho para uma mulher”, e sim para entender melhor as doenças autoimunes.

Conheça o balanço energético!

O peso corporal é determinado pelo equilíbrio entre o que comemos e o que gastamos de energia. Isso é chamado de balanço energético. Para emagrecer, precisamos deixar esse balanço negativo, ou seja, comer menos calorias do que gastamos. Assim, a base do tratamento do excesso de peso é a dieta e a atividade física. Mas será que é melhor comer menos ou fazer mais exercícios para ter resultados?

Pesquisas têm indicado que a dieta é mais eficiente que o exercício isolado em induzir perda de peso. Uma explicação para isso seria relacionada à adesão. Para muitas pessoas é mais fácil cortar 500 calorias do cardápio ao longo de um dia do que aumentar 500 calorias em atividade física, por exemplo. Mas não é somente isso. Mesmo que você consiga gastar essas 500 calorias com exercício, cientistas vêm demonstrando que a perda de peso promovida pela atividade física é menor do que a esperada pelo aumento do gasto energético.

O treino não é tão eficiente quanto a dieta para emagrecer devido a uma condição chamada de “compensação do peso” em resposta ao exercício. Estudos clínicos demonstraram que cerca de 30% das calorias perdidas com exercícios são recuperadas. Uma das estratégias que o organismo usa para isso é o aumento do apetite e maior consumo de calorias após a realização da atividade física.

No intuito de refinar o conhecimento a respeito do tema, pesquisadores americanos realizaram um estudo de seis meses de duração, com quase duzentos participantes, para identificar mecanismos de compensação, avaliando o efeito isolado da atividade física supervisionada sobre o metabolismo, comportamento alimentar, composição corporal e crenças relacionadas à saúde.

No estudo, os participantes foram divididos em três grupos. Uma parte dos participantes não fez exercício e foi o controle para os outros. O segundo grupo realizou a atividade física recomendada em diretrizes de saúde geral que representa um gasto semanal de cerca de 700 calorias. Já o último recebeu a prescrição de atividade física mais intensa, semelhante à recomendada em diretrizes para perda de peso e que representava um gasto adicional de 1760 calorias por semana.

Como esperado, o gasto de calorias ao longo do dia de quem fez exercício foi maior, no entanto, a perda de peso foi de apenas 36% e 40% dos valores previstos, indicando que a compensação foi observada em ambos os níveis de exercício. A grande razão encontrada nesse estudo para explicar a compensação foi o aumento do consumo de calorias, que foi de aproximadamente 91 calorias ao dia no grupo de atividade física leve e 124 calorias a mais no grupo com atividade física mais intensa.

Entretanto, a perda de peso foi bastante variável entre os participantes que se exercitaram, indicando que existem pessoas que “compensam” mais o gasto induzido pelo exercício. Essas pessoas, além de sentirem mais fome, acreditavam que realizar atitudes saudáveis poderia compensar seus hábitos não saudáveis –ou seja, continuaram se alimentando mal.

Os resultados desse estudo sugerem que o foco de uma intervenção para perda de peso deve ser a redução do consumo de calorias, e que a atividade física poderá ter seu impacto reduzido, se não for aliada ao controle alimentar. Combinar as duas intervenções, dieta e atividade física, será sempre a melhor opção.

 

Referência bibliográfica:

– Corby K Martin et al. Effect of different doses of supervised exercise on food intake, metabolism, and non-exercise physical activity: The E-MECHANIC randomized controlled trial, The American Journal of Clinical Nutrition, jun 2019.

Ministério da Saúde lança projeto piloto para Atrofia Muscular Espinhal no SUS

O principal medicamento para tratar a Atrofia Muscular Espinhal (AME), passará por um período de escrutínio no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde anunciou que por causa do seu alto custo, o remédio Spinraza (Nusinersena) será submetido a um projeto piloto para verificar sua efetividade na prática. Trata-se de um acordo de “compartilhamento de risco”.

Embora o Spinraza tenha sido incorporado ao SUS, ele tem custo bastante elevado: cada paciente que precisa de tratamento representa, em média, um gasto de R$ 1,3 milhão por ano com o medicamento.

O projeto piloto prevê a definição do preço a ser pago somente após a apresentação de resultados concretos na população que o receber, por meio de evidências com estudos observacionais.

Nesse formato, o governo só paga pelo remédio caso a saúde do paciente melhore. Segundo o Ministério da Saúde, esse esquema é testado em 42 países atualmente.

Fonte: https://g1.globo.com

Uso de PPI associado ao risco de mortalidade elevado

O uso de inibidores da bomba de prótons (IBPs) está associado ao aumento do risco de morte devido a certas condições, de acordo com um estudo do BMJ.

Usando os registros dos Veterans Affairs, os pesquisadores compararam os resultados de mortalidade entre 158.000 adultos que receberam recentemente um IBP por mais de 90 dias e 57.000 novos que receberam um bloqueador de histamina-2.

Durante uma mediana de 10 anos de acompanhamento, 37% dos participantes morreram. Houve 46 mortes em excesso por mil usuários de PPI nesse período. Os IBPs foram associados ao excesso de mortalidade por doença cardiovascular (DCV) e doença renal crônica (DRC). Pacientes sem indicações para o uso de IBP tiveram maior risco de mortalidade por DCV, DRC e também pelo câncer gastrointestinal superior. Maior tempo de uso foi associado a maior risco.

Os autores concluem: “Devido à alta prevalência de uso de IBP, os achados têm implicações na saúde pública e ressaltam a importante mensagem de que os IBPs devem ser usados ​​somente quando indicado clinicamente e pela duração mínima necessária”.

Qual é a diferença entre ser deprimido e estar depressivo ? Existe alguma?

Antes de mais nada, há uma diferença grande entre SER e ESTAR. Eu sou branco ou negro ou amarelo, e serei por toda minha vida. Eu estou gripado mas logo passará. SER DEPRIMIDO, quadro crônico, tipo do Transtorno Afetivo Bipolar em suas variantes com tratamento em definitivo com prognóstico reservado. ESTAR DEPRESSIVO, quadro de origem situacional, reativo onde o tratamento tem começo, meio e fim, com bom prognóstico em primeira crise.
A sociedade hoje, não sabe mais ser triste. Temos sempre que estar sorrindo, felizes e de bem com a vida. As milhares de selfies no Facebook mostram isso claramente, até nas situações em que não há motivos para sorrir, lá está a indefectível foto do sorriso com a tragédia no fundo.
Não há nenhum problema em ficar triste. O luto é exatamente isso, um momento de tristeza, onde precisamos de um tempo para retomarmos a nossa vida diária, mas sempre aparece alguém com um “não fique assim”, “a vida continua”… claro que continua mas a pessoa precisa de um tempo.
Só que quando falamos em luto, todo mundo pensa no falecimento de alguém ou de um animalzinho querido, mas o luto também existe para a perda de um emprego, um evento qualquer que era esperado e não veio e muitas mais coisas.
Só que nessa nossa sociedade de hoje, não há tempo para isso. Não nos deixam ter nosso luto.

Sintomas de depressão

Pelo menos 5 dos sintomas abaixo, com intensidade moderada para grave são indícios que deve procurar ajuda de um especialista:
Avalie-se, onde 0 – sem o sintoma, 1 – intensidade levíssima, 2 – intensidade leve, 3 – intensidade moderada, 4 – intensidade grave e 5 – intensidade gravíssima.

Tristeza; Humor deprimido, que se caracteriza por desânimo persistente, baixa autoestima, sentimentos de inutilidade; Perda de interesse em atividades que antes a pessoa apreciava;
Mudança de apetite; Ganho ou perda de peso; Insônia; Dormir em excesso; Perda de energia ou fadiga acentuada; Movimentos físicos sem sentido, como apertar as mãos de forma constante e nervosa; Sentir-se sem esperança; Sentir-se culpado; Dificuldades para raciocinar, se concentrar ou tomar decisões; Pensamentos de morte ou suicídio; Irritabilidade, ansiedade e angústia; Necessidade de um grande esforço para fazer coisas que antes eram fáceis; Diminuição ou incapacidade de sentir alegria; Sentimentos de medo, insegurança, desespero, desamparo e vazio; Interpretação distorcida e negativa da realidade; Diminuição do desejo e do desempenho sexual; Dores e outros sintomas físicos sem uma causa aparente, como dores de barriga, azia, má digestão, diarréia, prisão de ventre, gases, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito.

Forma mais grave de DEPRESSÃO com ATO ou IDEAÇÃO SUICIDA
O que devemos perceber nos outros:
1- FALAR EM SUICÍDIO: Qualquer conversa sobre se matar, morrer ou se ferir. Frases como “eu desejaria não ter nascido”, “Se eu ver você de novo…”, “Preferia estar morto”.
2- PROCURAR MODOS LETAIS: A forma de acesso a armas, comprimidos, e outros objetos que podem ser usados.
3- ATENÇÃO COM A MORTE: Foco incomum em morte ou na sua evidencia, escrever poemas ou histórias sobre morte e entregar para alguém próximo ou da família.
4- SEM ESPERANÇA DE FUTURO: Sentimento de desesperança, sentimento de estar sem saída, crença em que as coisas nunca vão melhorar ou mudar.
5- AVERSÃO A SI: Sentimento de inutilidade, culpa, vergonha ou ódio de si mesmo. Sentir-se um fardo ou frases como ”Todos ficariam melhor sem mim”.
6- ORGANIZAR DETALHES: Fazer testamento, doar posses importantes, fazer arranjos para certos membros da família que ache menos favorecido.
7- DESPEDIDAS: Fazer visitas ou ligações incomuns para parentes ou amigos dizendo ADEUS, como se não fosse vê-los novamente.
8- AFASTAMENTO: Saída do convívio de familiares ou amigos, aumento do isolamento social e do desejo de ficar só.
9- COMPORTAMENTO AUTO-DEPRESSIVO: Uso intensificado de álcool e outras drogas, direção perigosa, relações sexuais sem proteção em grupos de risco, vivenciar riscos desnecessários.
10- ESTADO REPENTINO DE CALMA: Um momento inesperado de felicidade e calma após um período extremamente depressivo, pode indica que já houve a decisão de suicídio.

Primeiro estudo clínico randomizado avalia o impacto da redução de gorduras na dieta de mulheres na pós menopausa.

O primeiro estudo clínico randomizado (WHI) em mulheres na pós menopausa (entre 50 e 79 anos) avaliou o impacto de uma redução da proporção de gorduras da dieta (de 32% ou mais para 20% ou menos) além de maior ingestão de vegetais , frutas e grãos diariamente .

Ele será apresentado na reunião anual da sociedade americana de oncologia clínica (ASCO 2019) no final de maio .

Nele, serão apresentados dados sobre mulheres que seguiram a dieta tiveram em uma mediana de cerca de 20 anos , 15% a menos de morte por qualquer causa bem como 21% de diminuição de morte por situações ligadas ao câncer de mama . Este ganho é de grande magnitude para as pacientes que tiveram câncer de mama. Comparável ao ganho obtido com a quimioterapia após o tratamento cirúrgico na doença inicial (adjuvante). Estes dados trazem evidências robustas sobre a importância de uma dieta saudável e bem equilibrada para as mulheres em geral e principalmente para as que tiveram câncer de mama . É possível que dietas “da moda“ com alta ingestão de gorduras em detrimento a redução de carboidratos não sejam seguras para pacientes tratadas de câncer de mama.

 

Fonte: https://www.facebook.com/cesar.cabello

08 sinais que podem indicar a perda auditiva em crianças

Seu filho repete “O que?” com muita frequência quando é falado algo com ela? Ela parece dispersa, desatenta e no seu “próprio mundo”?

Então fiquem atentos em 08 sinais que podem indicar a perda auditiva em crianças:

  • Dificuldade de compreender a fala em ambientes ruidosos.
  • Dores de ouvido ou zumbido com frequência.
  • Dificuldade de respirar pelo nariz, respira pela boa e/ou ronca a noite com frequência.
  • Observação dos lábios de quem fala, com muita atenção, para fazer leitura labial.
  • Não reagir a sons de campainha ou telefones tocando.
  • Dificuldade de se engajar nos trabalhos em grupo na escola.
  • Atrasos no desenvolvimento da fala .
  • Irritabilidade excessiva e sem causa aparente.

Diante de um ou mais desses sinais, deve se suspeitar de perda de audição na criança e ela deve ser levada a um otorrinolaringologista e fonoaudiólogo para examinar os ouvidos e fazer uma avaliação auditiva apropriada para a idade!

Coma bem, faça mais exercícios: Novas diretrizes globais para reduzir o risco de demência

Não há tratamento eficaz para a demência, que afeta 50 milhões de pessoas em todo o mundo, mas a Organização Mundial de Saúde diz que pode ser feito muito para retardar ou retardar o aparecimento e progressão da doença.

Em diretrizes divulgadas na terça-feira, a OMS divulgou suas primeiras recomendações para reduzir o risco de demência globalmente. Eles incluem exercício físico regular, não usar tabaco, beber menos álcool, manter a pressão arterial saudável e comer uma dieta saudável – particularmente uma dieta mediterrânea. O órgão internacional de saúde também alertou contra a ingestão de suplementos alimentares, como vitaminas B e E, em um esforço para combater o declínio cognitivo e a demência.
A OMS disse que há 10 milhões de novos casos de demência todos os anos, e este número deve triplicar até 2050. A doença é uma das principais causas de incapacidade e dependência entre pessoas idosas e “pode ​​devastar as vidas de indivíduos afetados, seus cuidadores e familiares” disse a organização.
A doença também exige um pesado custo econômico, com o custo de cuidar de pessoas com demência estimado em US $ 2 trilhões anualmente até 2030, segundo a OMS.
Fonte: https://edition.cnn.com