Febre amarela: o pior surto das últimas décadas

Em 2009, onze pessoas morreram no Estado de São Paulo naquele que era considerado até agora o maior surto de febre amarela das últimas décadas. Em 2017, a preocupação voltou após a doença vitimar dez pessoas em municípios do interior, como Américo Brasiliense, São João da Boa Vista e Batatais, a maioria a cerca de 300 quilômetros da capital.

Pois desde o início de 2018 essa apreensão transformou-se em medo real. Do dia 1º até quarta (10), mais seis mortes foram registradas. Ou seja, em duas semanas, o vírus provocou metade do estrago que houve em todo o ano passado. Além disso, ele se aproximou bastante da capital: quatro óbitos ocorreram em Mairiporã, na Grande São Paulo.

“É um surto intenso e vizinho a um grande centro urbano”, afirma o infectologista Marcos Boulos, coordenador do Controle de Doenças da Secretaria de Estado da Saúde. Em situação de alerta, centenas de paulistanos lotaram postos de saúde e clínicas privadas em busca de vacina e informações sobre a doença.

O cenário levou autoridades das esferas federal, estadual e municipal a adotar medidas emergenciais para tentar controlar a febre amarela e o aumento do pânico. Na principal delas, o Ministério da Saúde anunciou na terça (9) uma campanha para imunizar 6,3 milhões de pessoas no estado entre os dias 3 e 24 de fevereiro. A um custo de 15,8 milhões de reais, a operação vai se estender a 53 municípios, incluindo 2,5 milhões de moradores de distritos das zonas Sul e Leste da capital.

Em uma atitude inédita, a população receberá uma dose fracionada da vacina, com 0,1 mililitro, 20% da padrão. Assim, até cinco pessoas serão inoculadas com a quantidade normalmente reservada a apenas uma. O aspecto negativo é que sua validade passa a ser de oito anos, quando antes se estendia à vida inteira. O objetivo é economizar os insumos. “Não sabemos a extensão do que vai ocorrer e, por precaução, estamos reservando um estoque para eventuais necessidades futuras”, explica o ministro da Saúde, Ricardo Barros.

Por aqui, o governo do estado também se articula para ir além do plano federal. A ideia é vacinar todos os paulistas até o fim do ano. “Mas faremos isso de forma gradual, começando pelas regiões de maior risco e, na sequência, aproximando-nos do centro da capital”, explica Marcos Boulos.

Para especialistas do setor, trata-se de uma medida bem-vinda, mas tardia. “Essa ação deveria ter-se iniciado há seis meses, no princípio da crise”, avalia o médico Maurício Nogueira, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia. Há profissionais, no entanto, que alertam para os riscos envolvidos em um plano dessa magnitude. “Vacinar todo mundo parece ser o mais lógico, mas a dose pode provocar efeitos colaterais graves, ainda que raros, como causar a própria doença”, afirma o infectologista Ralcyon Teixeira, do Instituto Emílio Ribas.

A prefeitura também vai expandir a área de recomendação da vacina para mais seis bairros da Zona Sul — Jardim São Luiz, Cidade Dutra, Grajaú, Pedreira, Socorro e Vila Andrade — e incluir a Zona Leste, com as regiões do Parque do Carmo, Cidade Líder, Cidade Tiradentes, Guaianases, Iguatemi, José Bonifácio, São Mateus e São Rafael. Isso deve ocorrer em fevereiro.

“Estamos reavaliando a circulação do vírus após o aparecimento de dez macacos mortos pela doença em Itapecerica da Serra”, explica a coordenadora do Programa Municipal de Imunização, Maria Lígia Nerger.

Desde outubro, as doses estão sendo indicadas a moradores da Zona Norte. Em dezembro, entraram na lista os habitantes de partes das zonas Oeste e Sul. Hoje 131 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) oferecem o serviço, quatro vezes mais do que há alguns meses. Nesse período, mais de 1,4 milhão de pessoas foram imunizadas na capital. Na terça (9), a fila na UBS Jardim Boa Vista, na Raposo Tavares, na Zona Oeste, por exemplo, era de duas horas e meia.

Outra medida adotada levou ao fechamento temporário de 26 parques municipais e estaduais, dez dos quais desde o dia 28 de dezembro, caso de Cemucam, Raposo Tavares e Linear Parelheiros. Três deles — Horto, Cantareira e Ecológico do Tietê — foram reabertos na quarta (10). Os demais serão liberados em março.

A cidade de Mairiporã é a que mais inspira cuidados na região metropolitana. Embora sejam quatro os óbitos registrados oficialmente por ali, o número de mortes pode até ser maior, pois há casos suspeitos sendo investigados. Alguns, inclusive, envolvendo paulistanos que passaram um curto período no município vizinho.

Foi o que ocorreu com o engenheiro Adelar Antonio da Silveira, de 70 anos, morador do Morumbi. Ele esteve em Mairiporã entre 23 e 28 de dezembro para passar o fim de ano com a família em uma chácara num condomínio. No dia 30, chegou ao Hospital São Luiz queixando-se de mal-estar e dores no corpo. Morreu quatro dias depois. Testes realizados em seu sangue afastaram a possibilidade de dengue, hepatite e leptospirose. O resultado para a febre amarela, a hipótese mais provável, seria concluído até sexta (12). “Ele não quis tomar a vacina com medo das reações adversas”, diz a sobrinha Bruna Gudino.

Bruna, sobrinha de Adelar, morto no dia 2 em Mairiporã: espera pelo resultado do teste (Leo Martins/Veja SP)

O risco da doença tem provocado uma corrida aos postos de saúde de Mairiporã. Na terça (9), mais de 1 000 vacinas foram entregues em um ambulatório no centro do município, 40% a mais em relação ao que havia por ali no dia anterior.

A procura por proteção não tem se limitado a áreas de risco. A clínica Vacinar, no Brooklin, por exemplo, atendia cerca de quinze pessoas por dia até o mês passado, e viu esse volume quadruplicar nas últimas duas semanas. “A maioria dos interessados tem viagem marcada para o interior”, diz o médico Roberto Florim, diretor da unidade.

Na terça (9), o Hospital das Clínicas registrou um recorde de atendimento ao ministrar a dose a 383 pessoas, mais que o triplo da média diária. “Recebemos muitos idosos que precisam de avaliação médica”, diz a infectologista Karina Miyaji, do Ambulatório dos Viajantes, unidade específica destinada a quem viajará a países que exigem o atestado da vacina. Na semana passada também havia filas de três horas em postos de saúde no Itaim Bibi e na Lapa.

Um raro local sem espera é a unidade da farmácia Drogasil localizada na Rua Pamplona, nos Jardins, com atendimento 24 horas, que está oferecendo a vacina para adultos por 137 reais desde 20 de dezembro. Outras dezesseis filiais da rede devem passar a executar o serviço em breve.

A hipótese mais aceita para o atual surto é que a doença chegou ao estado por uma rota de Mata Atlântica a partir de Minas Gerais. “Invadiu o Espírito Santo, desceu pelo Rio de Janeiro e penetrou em São Paulo por meio de cidades como Campinas e Jundiaí”, diz o coordenador do Programa Municipal de Vigilância e Controle de Arboviroses, Eduardo de Masi.

Para ajudarem a mapear sua circulação, especialistas monitoram os casos de morte de macacos, que também são vítimas comuns do vírus, em regiões de mata próximas à metrópole. Desde outubro, o Centro de Manejo e Conservação de Animais Silvestres, da prefeitura, investigou 202 carcaças. Destas, 63 receberam o diagnóstico de febre amarela pelo Instituto Adolfo Lutz. A equipe de necropsia, que atuava com duas pessoas, ganhou o reforço de mais três desde outubro, a fim de dar conta da tarefa.

“O trabalho triplicou com a participação da população, que tem nos avisado sobre a aparição de saguis e bugios mortos”, diz a diretora da Divisão de Fauna Silvestre da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente, Juliana Summa. Segundo especialistas, as medidas dos órgãos públicos são as corretas, mas a questão só estará resolvida daqui a alguns meses. “O vírus será controlado quando 90% da população do estado estiver vacinada, meta que o governo promete atingir até o fim de 2018”, afirma o virologista Maurício Nogueira.

MANUAL DE SOBREVIVÊNCIA

Um guia com as principais dúvidas sobre a ação do vírus e os métodos de prevenção

Como a febre amarela é transmitida?

A doença é causada pelo vírus da febre amarela e é transmitida pela picada de um mosquito infectado. As vítimas mais frequentes são seres humanos e macacos.

O que são as versões silvestre e urbana?

A primeira é transmitida pelos mosquitos das espécies Haemagogus e Sabethes. Como eles só vivem em regiões de mata, é preciso circular por esses ambientes para correr o risco de ser inoculado. A segunda ocorre quando uma pessoa
é infectada pelo Aedes aegypti, espécie comum nas cidades. Seus surtos, porém, são extremamente raros: o último registro no Brasil data de 1942.

Macaco em mata próxima à capital: 63 mortos pela doença

Quais são os sintomas?

Febre, dores musculares, cansaço, náuseas e dor de cabeça surgem de cinco a sete dias após a picada.

Qual o risco de morte?

Uma faixa de até 15% dos infectados desenvolve a versão mais grave, que pode levar à morte.

Quem deve ser vacinado de forma prioritária?

Moradores da Zona Norte, de bairros das zonas Oeste (Raposo Tavares) e Sul (Jardim Ângela, Parelheiros, Marsilac e Capão
Redondo) e de 53 municípios do estado, entre eles Santo André, São Bernardo do Campo, Guarujá, Ubatuba e Praia Grande.

Quem viaja ao litoral precisa se imunizar?

Sim, porque a Secretaria da Saúde calcula que o vírus deve chegar à costa norte de São Paulo via Rio de Janeiro.

O que é a dose fracionada?

Trata-se de uma vacina com 0,1 mililitro de líquido, 20% da dose normal. Sua validade é de oito anos, enquanto a padrão imuniza para o resto da vida.

A dose-padrão seguirá sendo administrada?

Sim, para alguns grupos específicos, como crianças entre 9 meses e 2 anos de idade, portadores do vírus HIV, pessoas que terminaram o tratamento de quimioterapia, gestantes — sob orientação médica — e viajantes internacionais cujos destinos são países onde a vacina é obrigatória.

Quem não deve se vacinar?

Pacientes em tratamento de câncer, com imunossupressão, ou quem tem reação alérgica grave à proteína do ovo.

Quem já tomou a vacina deve repetir a dose?

Não é necessário.

Caso não se lembre?

Pode imunizar-se novamente.

Há reações adversas?

É comum sentir febre e dores musculares por alguns dias após tomar a vacina. Há casos raros de pessoas que adquirem a febre amarela.

A atual crise causou quantas mortes?

Desde o fim de 2017 até quarta (10) foram confirmadas dezesseis no estado, quatro delas na Grande São Paulo. Há 29 casos de pessoas com a doença.

É o pior surto da doença nos últimos anos?

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, sim. O anterior, em 2009, teve onze mortes.

Cine de Debate de Agosto – C.R.A.Z.Y

O filme do mês de agosto escolhido é “C.R.A.Z.Y – Loucos de Amor”

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Sinopse

No dia 25 de dezembro de 1960, Zachary Beaulieu vem ao mundo. É o 4º entre 5 irmãos, todos meninos. A infância de Zachary é marcada pelos aniversários natalinos em que seu pai (Michel Côté), invariavelmente, encerra a festa imitando Charles Aznavour. Sua adolescência traz a descoberta de uma sexualidade diferente e sua negação profunda para não decepcionar a família. E a maturidade, enfim, chega com uma libertadora viagem mística por Jerusalém, a cidade que sua mãe sempre sonhou conhecer.Vencedor de mais de 35 prêmios internacionais e considerado uma das grandes obras primas do cinema recente.

Diretor: Jean-Marc Vallée

Data/Local: 13 de agosto de 2016 às 16h, na APM Santos

Comentários: Eduardo Ricci (Cineasta e Jornalista), Juliana Picado Alvares Ribeiro dos Santos  (Psicanalista  -SBPSP/NPSR)

XXI Carnaval Liberal APM

Acontece dia 31/01 o XXI Carnaval Liberal da APM, a festa será na Barraca de Praia APM Santos, com horário das 12h00 às 17h00 e contará com a atração musical: Marquinhos Percussão e Banda.

Para retirada das camisetas na Secretaria da APM Santos, os associados devem levar uma lata ou pacote de leite em pó. Não perca!

 

 

SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ

Circular 03 (04/01/2016)

Anamarli Nucci

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) foi assim denominada por Draganescu e Claudian (1927), apos revisão sobre as paralisias agudas ascendentes, conhecidas desde relatos de Landry (1859) e Westphal (1876). Em1916, Guillain, Barré e Strohl salientaram o envolvimento radiculoneurítico na síndrome que leva seus nomes, assim como a hiperalbuminose no líquido cefalorraqueano (LCR), não associada à reação celular.

Inúmeras revisões permitiram identificar a SGB como cosmopolita, podendo afetar crianças, adultos e idosos em cerca 0.6 a 04 casos por 100.000 habitantes/ano. Em estudo com pacientes brasileiros abaixo dos 15 anos, Dias-Tosta e Kückelhaus identificaram uma incidência de 0,39 a 0,63 casos por 100.000 habitantes/ano.Na China, a SBG é mais prevalente em crianças e jovens. Nos países considerados livres da poliomielite, pela Organização Mundial da Saúde, a SGB é a causa mais comum de paralisia flácida.

A SGB caracteriza-se por polirradiculoneuropatia aguda imunomediada, através de anticorpos antigangliosídeos mais ou menos específicos aos seus váriossubtipos:polirradiculoneuropatia inflamatória aguda desmielinizante (AIDP, em inglês) e os subtipos axonais, axonal motora (AMAN, em inglês) e axonal sensitivo-motora (AMSAN, em inglês). As variantes, síndrome de Miller Fisher (expressa por ataxia, oftalmoplegia e arreflexia) e cérvico-faríngo-laríngea devemser também mencionadas.

Dentre os critérios de diagnóstico clínico são destaques obrigatóriosa paralisia progressiva, relativamente simétrica, associada à arreflexia, de instalação em até 04 semanas.A gravidade do déficit motor (proximal e distal)é variável, geralmente cotada pela escala Hughes, indo de leve paralisia a tetraplegia. Em cerca de 10% dos casos ocorre óbito, apesar de terapia adequada.Disautonomias, insuficiência ventilatória e paralisias em territórios de nervos cranianos motores, particularmente o VII e os bulbares, são fatores de agravo. Dor neuropática pode ocorrer em 50 a 80% do total de casos da SGB e merece atenção terapêutica.

Distinguem-se as seguintes fases na SGB: fase extenso-progressiva (início dos sintomas/sinaisao nadir), fase de platô, fase de convalescência. Sequelas graves ocorrem em aproximadamente 15% dos casos, especialmente nos pacientes com os subtipos axonais. Salienta-se que em cerca de dois terços dos casos, antecedendo de 10 a 20 dias do início dos sintomas/sinais, a história clínica registra antecedentes de infecção gastrointestinal ou respiratória, em maior frequência.Agentes conhecidos como associados à SGB: Campilobacter jejuni,Mycoplasma pneumoniae, Haemophilus influenzae, Citomegalovirus, Epstein-Barr virus, HIV. Recentemente, os vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, Dengue, Chikungunya e Zika tem sido alvo de relatos de casos isolados.

Na fisiopatogenia da SGB, considera-se que epítopos gangliosídeos- similares do agente infeccioso, ao induzir uma resposta imune, levem a produção de autoanticorpos antigangliosídeos (mimetismo molecular) contra a mielina e/ou axolema, com consequente dano araízes e nervos periféricos. Portanto, a SGB geralmente tem evoluçãomonofásica, patogenia imunomediada, sendo pós-infecciosa.

O diagnóstico clínico tem papel soberano, porémé recomendável o exame do LCR para verificação da clássica dissociação proteíno-citológica, ou seja, hiperproteinorraquia e celularidade normal ou do tipo linfomonocitária < 30 células/mm3.Na primeira semana de evolução clínica o exame pode ser normal. A eletroneuromiografia tem interesse no diagnóstico do subtipo da SGB, na avaliação da gravidade do comprometimento periférico e, portanto, na estimativa de prognóstico. Pedidos de autoanticorpos específicos, como por exemplo, o GQ1b na síndrome de Miller Fisher,são de interesse prático apenas em casos atípicos.

O local ideal de internação para pacientes com SGB, no mínimo nos casos mais graves, deve ser a unidade de terapia intensiva. Tratamento para remoção de anticorpos (plasmaferese) ou sua neutralização (imunoglobulina intravenosa) deve ser considerado, a partir da dificuldade do paciente para andar 5 metros. O tratamento deve ser o mais precoce possível. Considera-se que a eficácia de ambos os tratamentos seja similar, entretanto, cada qual tem vantagens e desvantagens que devem ser consideradas, caso a caso. Não há evidência de maior eficáciaterapêutica no uso de ambas as terapias em único paciente.Além desses tratamentos, em fisiopatogênica, outros são recomendados: considerar necessidade de ventilação mecânica, momento da traqueostomia e extubação;cuidados de nutrição;profilaxia de trombose venosa profunda; terapia antiálgica; fisioterapia motora e respiratória; intervenções contra disautonomias e infecções (geralmente pneumonia); apoio psíquico e social e reabilitação.

Bibliografia recomendada:
Ali MI, Fernández-Pérez ER, Pendem S, Brown DR, Wijdicks EF, Gajic O. Mechanical ventilation in patients with Guillain-Barré syndrome. Respir Care 51(12):1403-7, 2006.
Bos Eyssen ME, van Doorn PA, Jacobs BC, Steyerberg EW, van der Voort PH, Zandstra DF, et al. Selective digestive tract decontamination decreases time on ventilator in Guillain-Barré syndrome. Neurocrit Care 15(1):128-33, 2011.
Damasceno A, França Jr MC, Pimenta DS, Deus-Silva Ld, Nucci A, Damasceno BP. Bickerstaff’s encephalitis, Guillain-Barré syndrome and idiopathic intracranial hypertension: are they related conditions?Arq Neuropsiquiatr. 2008;66(3B):744-6.

Dias-Tosta E, Kückelhaus CS. Guillain Barré syndrome in a population less than 15 years old in Brazil. Arq Neuropsiquiatr 60(2-B):367-73, 2002.
Fourrier F, Robriquet L, Hurtevent JF, Spagnolo S.A simple functional marker to predict the need for prolonged mechanical ventilation in patients with Guillain-Barré syndrome.Crit Care 15(1):R65, 2011.
França Jr MC, Deus-Silva L, de Castro R, Garibaldi SG, Pfeilsticker BH, Nucci A, Marques JF Jr. Guillain-Barré syndrome in the elderly: clinical, electrophysiological, therapeutic and outcome features.Arq Neuropsiquiatr. 2005;63(3B):772-5.

Gatherer D, Kohl A.Zika virus: a previously slow pandemic spreads rapidly through the Americas. J Gen Virol. 2015 Dec 18.doi: 10.1099/jgv.0.000381. [Epub ahead of print]

Gonçalves E. Acute inflammatory demyelinating polyradiculoneuropathy (Guillain-Barré syndrome) following dengue fever.Rev Inst Med Trop Sao Paulo. 2011;53(4):223-5.

Hughes RA, Wijdicks EF, Barohn R, Benson E, Cornblath DR, Hahn AF, et al. Practice parameter: Immunotherapy for Guillain–Barré syndrome – Report of the Quality Standards Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology 61;736, 2003

Hughes RAC, Cornblath DR. Guillain-Barré syndrome. Lancet 366:1653–66, 2005.

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Kuwabara S. Guillain-Barré syndrome: epidemiology, pathophysiology and management. Drugs 64(6):597-610, 2004.
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Oehler E, Fournier E, Leparc-Goffart I, Larre P, Cubizolle S, Sookhareea C et al. Increase in cases of Guillain-Barré syndrome during a Chikungunya outbreak, French Polynesia, 2014 to 2015. Euro Surveill. 2015; 3:20(48).
Pfeiffer G, Schiller B, Kruse J, Netzer J. Indicators of dysautonomia in severe Guillain-Barré syndrome. J Neurol 246:1015–22, 1999.
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Ruts L, Drenthen J, Jongen JL, Hop WC, Visser GH, Jacobs BC, et al. Dutch GBS Study Group. Pain in Guillain-Barre syndrome – A long-term follow-up study.Neurology 75:1439–47, 2010.
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Van der Meché FG, Schmitz PI Dutch Guillain-Barré Study Group. A randomized trial comparing intravenous immune globulin and plasma exchange in Guillain-Barré syndrome. N Engl J Med 326:1123–29, 1992.

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Vucic S, Kiernan MC, Cornblath DR. Guillain-Barré syndrome: an update. J Clin Neurosci 16(6):733-41, 2009.
Walgaard C, Lingsma HF, Ruts L, Drenthen J, van Koningsveld R, Garssen MJ, et al. Prediction of respiratory insuf?cogency in Guillain-Barré syndrome. Ann Neurol 67(6):781-87, 2010.
Reprodução permitida nos veículos de divulgação das distritais, das regionais e dos departamentos da APM.
Responsabilidade pela divulgação: Paulo Andrade Lotufo, CRM 39863, Diretor Científico. (E-mail: palotufo@hu.usp.br)

Aula Radiologia para o Pediatra

A Regional da Baixada Santista da SPSP e do Departamento de Pediatria da APM Santos convidam para a aula:Radiologia para o Pediatra no dia 17 de novembro.

O curso irá das 19h às 22h e ocorrerá na sede da APM Santos, localizada na AV: Ana Costa, 388- Gonzaga. As vagas são limitadas e as inscrições gratuitas podem ser feitas pelo e-mail cientifico@apmsantos.org.br

*Não haverá acreditação de pontos

Confira a programação completa:

Coffee Break e Recepção: 19h30 as 20h

20h: Diagnóstico por Imagem da Face em Pediatria com Dr. Matheus Moro Rabesquine – Otorrinolaringologista

20h20 – Diagnóstico por Imagem no Tórax em Pediatria com Dr. Alex Macedo – Pneumologista

20h40 – Diagnóstico por Imagem na Dor Abdominal da Criança com Dr. Geraldo Magela – Cirurgião Pediátrico

21h20 – Mesa redonda com os 3 palestrantes

Faça sua inscrição e aguardamos sua presença.

Saiba como curtir a vida na aposentadoria.

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Na aposentadoria, enquanto alguns buscam descanso, outros preferem manter um ritmo intenso. O leque de ocupações possíveis é grande: vai desde cuidar dos filhos e netos até exercer trabalhos remunerados ou voluntários. Ficar em casa parece não ser mesmo opção para um número cada vez maior de aposentados.

 Ex-administradora de lojas de moda, Sônia Manussadjian, de 64 anos, é um exemplo disso. Com o marido Manoel, ela é voluntária no Hospital das Clínicas de São Paulo. Tem “apenas hora de entrada no centro médico”, e não de saída. Nas horas de “folga”, ainda se dedica à pintura. Embora sempre tivesse vontade de se dedicar ao voluntariado, não tinha muito tempo antes da aposentadoria.

“Eu fazia compras para três estabelecimentos e ficava ocupada até as 23h todos os dias”, conta Sônia, que é mãe de três filhos e agora tornou-se avó. Ela acredita que, para ser voluntária, é preciso estar com 70% da vida resolvida. “Do contrário, você não vai conseguir se doar nem transferir paz ao paciente.”

 Sem pressa.

A aposentada carioca Mariana de Oliveira, de 76 anos, também é uma dessas pessoas que aproveitam o merecido descanso para fazer tudo o que sempre quiseram, mas nunca haviam tido tempo. “Faço ioga, hidroginástica duas vezes por semana e frequento um curso de esperanto [idioma] todas as quartas-feiras”, conta.

 A paixão pelo bordado não foi deixada de lado, nem mesmo depois de um glaucoma no olho esquerdo. Os trabalhos em pano de Mariana, que antes era servidora pública, chamam a atenção na casa de filhos, netos e amigos. Assim como os almoços que prepara com carinho aos domingos e que já viraram motivo de reunião para a família.

 

“O idoso em nossa sociedade representa uma força de trabalho oculta, ou seja, ele pode ainda trabalhar depois da aposentadoria, seja de forma remunerada ou não, desenvolvendo inúmeras atividades”, resume a médica geriatra Yolanda Maria Garcia, professora de Geriatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Depende do que ele quer fazer.

 E você, já se aposentou? Se não, pensou no que vai querer fazer quando se aposentar? Não deixe essas questões de lado, pois esse momento da vida é muito importante e você merece aproveitá-lo!

Fonte: Portal Vital

São Paulo terá hormonioterapia para transexuais na rede básica de saúde.

Serviço gratuito será iniciado nas Unidades Básica de Saúde (UBS) do centro da capital paulista e contará com atendimento psicológico e endocrinológico.

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São Paulo – A prefeitura de São Paulo vai lançar amanhã (1º) o serviço de hormonioterapia gratuita para população transexual na rede básica de saúde da capital paulista. O atendimento será iniciado pelas nove Unidades Básicas de Saúde (UBS) da região central, que, segundo a prefeitura, concentra 70% das pessoas transexuais da cidade. E vai contar com acompanhamento de psicólogo e endocrinologista, além da criação de um protocolo de atendimento aos usuários interessados em iniciar a hormonioterapia. O lançamento será às 10h, na UBS Sé.

“Primeiramente, o paciente precisa procurar uma dessas UBSs onde passará por sessões com um psicólogo que irá elaborar um laudo analisando se ele está convicto que é aquilo que quer e vai encaminhar o paciente para consulta com o endocrinologista que vai solicitar exames e avaliar se vai prescrever o tratamento”, destacou o secretário municipal da Saúde, Alexandre Padilha.

Ao procurar uma UBS buscando a hormonioterapia, a pessoa será encaminhada para uma unidade que tenha atendimento psicológico. Já o médico endocrinologista fará atendimento somente na UBS Santa Cecília. “A ideia é que possamos levar essa discussão e a capacitação dos profissionais para as outras regiões da cidade, já que na maioria delas já há atendimento ao público LGBT”, disse Padilha.

Nesta primeira fase, o cuidado será iniciado com as beneficiárias do Projeto Transcidadania – política de fortalecimento da recolocação profissional, reintegração social e resgate da cidadania –, pois a maioria delas já faz uso de hormônio.

“Essa é a primeira ação de outras que foram definidas e serão implementadas de forma gradativa seguindo as diretrizes da linha de cuidados para poder atender às necessidades desta população. A hormonioterapia precisa ser acompanhada por um profissional qualificado, com prescrição médica, para que a população trans não coloque a saúde em risco”, afirmou Padilha.

O tratamento com hormônios busca induzir o desenvolvimento de características sexuais secundárias compatíveis com a identidade de gênero da pessoa. De forma geral, a hormonioterapia deve ser continuada pela vida toda, sendo interrompida somente para a realização de cirurgias.

Por falta de atendimento na rede pública, muitas pessoas transexuais acabam recorrendo à automedicação. Porém, o ideal é ter o acompanhamento com o endocrinologista para estabelecer a dose ideal do medicamento para cada pessoa e evitar problemas relacionados ao uso inadequado de hormônios.

Hoje a população transexual de São Paulo conta com atendimento de hormonioterapia apenas no Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids do governo paulista, que presta atendimento à população transgênero desde 2010, no bairro Santa Cruz, zona sul da capital paulista.

Fonte: Rede Brasil Atual

Pretendo doar sangue, tenho direito a um dia de folga? Saiba.

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De acordo com o advogado Wagner Luiz Verquietini, especialista em direito do trabalho do Bonilha Advogados, uma vez por ano o profissional tem direito de faltar no trabalho para doar sangue sem sofrer desconto no salário, pois se trata de uma falta justificada pela Lei.

“Com o claro objetivo de estimular o ato nobre de doar sangue, o inciso IV do artigo 473 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) dispõe que o empregado poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, por um dia, em cada 12 meses, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada”.

Segundo Verquietini, a lei não diz nada sobre o profissional ter que comunicar o chefe antes de fazer a doação de sangue, mas é melhor que o empregado avise antes para que o empregador possa se organizar. “Todavia, entendo que mesmo se não for avisada com antecedência, a empresa não pode recusar o comprovante”, afirma.

Fonte: UOL.