Acupuntura baseada em evidências

Lin CA, Hsing WT, Pai HJ. Acupuntura: prática baseada em evidências. Rev Med (São Paulo). 2008 jul.-set.;87(3):162-5.

Prática milenar, fazendo parte da chamada Medicina Tradicional Chinesa, a Acupuntura tem experimentado um aumento expressivo de adeptos, tanto em números dos que praticam, como em número dos que se submetem ao seu tratamento.

Estudos, bem desenhados, apontam a eficácia da acupuntura.

Vickers et al (1), usando escala de escore para cefaléia e questionário de qualidade de vida SF 36, realizaram um estudo prospectivo, randomizado e controlado com 401 pacientes com queixa de cefaléia crônica (maioria enxaqueca), na rede de atenção primária na Inglaterra e no País de Gales. Ele testou a acupuntura (12 sessões em 3 meses) além de medicação consagrada para a cefaléia.

O grupo da acupuntura teve melhora mais acentuada na escala de sintomas. Acupuntura 34% de redução em sintomas e grupo controle 16% de redução em sintomas, diferença ajustada de 4,6, intervalo de confiança de 95% 2,2-7,5, p < 0,0002), teve 22 dias a menos de cefaléia (intervalo de confiança de 95% 8-38), usou 15% a menos de medicação (p=0,02), teve 25% a menos de visita a médico (p = 0,1), teve 15% a menos de ausência ao trabalho (p = 0,2).

Zhao e colaboradores (2), numa revisão, extende a indicação da acupuntura para outras cefaléias como tensional.

Witt et al (3) realizaram um estudo clínico randomizado e controlado (acupuntura versus grupo controle), com um braço de coorte não-randomizado e prospectivo, no tratamento de dor lombar.

Todos os grupos receberam medicação consagrada para dor lombar. Dos 11.600 pacientes, 1.549 foram randomizados para o grupo acupuntura, 1.544 foram para o grupo controle e 8.537 pacientes foram para o grupo não randomizado para o tratamento de acupuntura. Escala de funcionalidade da região dorsal (Hannover Functional Ability Questionnaire), escore de dor e qualidade de vida foram avaliados. Após 3 meses, a funcionalidade da região dorsal melhorou de 12,1 a 74,5, grupo controle melhorou de 2,7 a 65,1, diferença de 9,4 (intervalo de confiança 95% 8,3-10,5, p < 0,001). O grupo não randomizado começou com a funcionalidade pior, mas experimentou a melhora semelhante ao grupo da acupuntura.

Flachskampf et al(4) randomizaram 160 pacientes com hipertensão arterial sistêmica não complicada (dos quais 140 concluíram o estudo), para acupuntura real (72 pacientes) e acupuntura sham (placebo – 68 pacientes). Setenta e oito por cento tomavam medicação anti-hipertensivas, que não foram mudadas.

Foi avaliada: pressão arterial média de 24 horas, logo após o tratamento, 3 meses e 6 meses depois. A diferença de pressão arterial média de 24 horas entre os grupos acupuntura real e acupuntura sham foi 6,4 mmHg (intervalo de confiança 95% 3,5 a 9,2) e 3,7 mmHg, respectivamente sistólica e diastólica. No grupo acupuntura real, houve redução de pressão arterial média de 24 horas de 5,4 mmHg (intervalo de confiança 95% de 3,2 a 7,6) e 3,0 mmHg (intervalo de confiança 95% 1,5 a 4,6) , respectivamente sistólica e diastólica. Os níveis de pressão voltaram a níveis pré-tratamento aos 3 e 6 meses após o tratamento. Os autores concluíram que a acupuntura real e não sham, reduziam a pressão arterial média de 24 horas logo após o tratamento, cessando o efeito assim que cessa o tratamento.

Manheimer et al (5) realizaram uma metanálise, incluindo 1366 mulheres em tratamento para fertilização in vitro em 7 estudos clínicos.

Controles sem tratamento e acupuntura sham foram usados nestes estudos. A conclusão dos autores revela que a acupuntura contribui para a melhora clinicamente relevante da gravidez.

CONCLUSÃO

A breve revisão dos trabalhos recentes acima

realizada, aponta para uma direção diferente dos estudos realizados anteriormente.

É um cenário novo, a exigência no mercado de trabalho exercerá maior aperfeiçoamento dos novos médicos que exercerão a especialidade. Não obstante, os médicos de outras especialidades terão de se familiarizar com as novas indicações, contra-indicações e eficácia para tratamento de doenças que antes não faziam parte do escopo de doenças tratáveis por acupuntura.

REFERÊNCIAS

  1. Vickers AJ, Rees RW, Zollmman CE, McCarney R, Smith C, Ellis N, et al. Acupuncture for chronic headache in primary care; large, pragmatic, randomized trial. BMJ.

2004;328:744-50.

  1. Zhao CH, Stillman M, Rozen TD. Traditional and evidence-based acupuncture in headache managemente: theory, mevhanism and practice. Headache. 2005; 45(6):716-30.
  2. Witt CM, Jena S, Selim D, Brinkhaus B, Reinhold T, Wruck K, et al. Pragmatic randomized trial evaluating the clinical and economic effectiveness of acupuncture for chronic low back pain. Am J Epidemiol. 2006;164:487-96.
  3. Flachskampf FA, Gallasch J, Gefeller O, Gan J, Mao J,

Pfahlberg AB, et al. Randomized trial of acupuncture to lower

blood pressure. Circulation. 2007;115:3121-9.

  1. Manheimer E, Zhang G, Udoff L, Haramati A, Langenberg P, Berman B, et al. Effecs of acupuncture on rates of pregnancy and live birth among women undergoing in vitro

fertilization: systematic review and meta-analysis. BMJ.2008;336:545-9

Setembro Amarelo – mês mundial da prevenção do suicídio

O suicídio é um problema de saúde pública que mata pelo menos um brasileiro a cada 45 minutos, ou 32 atos ocorridos todos os dias, de acordo com o Ministério da Saúde. Estudos indicam que esta ação pode ser prevenida em 9 a cada 10 casos. O movimento Setembro Amarelo, mês mundial de prevenção do suicídio, iniciado em 2015, visa sensibilizar e conscientizar a população sobre a questão.

De acordo com o Centro de Valorização à Vida (CVV), uma das entidades mobilizadoras do Setembro Amarelo no Brasil, muitas vezes, as pessoas precisam de acompanhamento médico e psicológico e que o serviço do CVV atua em situações de crises como complemento a esse tratamento.

Empresas e demais pessoas podem promover ações na comunidade e também usar uma peça de roupa amarela ou usando uma fita com essa cor, levantando o tema em seus grupos e buscando informações confiáveis sobre o assunto. De acordo com a cartilha no site do Ministério da Saúde, a meta é reduzir em 10% a mortalidade por suicídio até 2020.

Síndrome da realimentação: pouco conhecida e fatal

Autora: Dra. Márcia Souza Carvalho
Diretora Científica Adjunta da APM Santos

Porque uma pessoa em jejum prolongado ao receber carboidratos pode evoluir ao óbito em poucos dias? Esta pergunta intrigou pesquisadores durante a II Guerra Mundial, quando os sobreviventes após períodos de jejum, ao serem realimentados, principalmente com carboidratos, apresentavam alterações laboratoriais, clínicas e em poucos dias evoluíam ao óbito (9). Este quadro foi denominado de Síndrome da Realimentação (SR) (1).

Embora todos os indivíduos com desnutrição crônica estejam em risco para desenvolver a SR, outros fatores foram identificados, como o abuso de álcool, idosos, doenças com má absorção e oncológicas. Na desnutrição encontramos níveis séricos baixos de glicose, eletrólitos, deficiência de vitaminas, com perda (ou desequilíbrio) de massa muscular e gordura (6). Quando ocorre ausência de alimentos por qualquer motivo (greve de fome, resgatados, inapetência, etc.) em qualquer lugar e de qualquer idade (3) observa-se alterações no metabolismo de gordura e glicose, estimulando e aumentando a captação de glicose, água e eletrólitos para dentro das células ocasionado um declínio maior dos níveis no sangue (5).

O jejum, mesmo em pessoas com taxas normais de insulina, desencadeia reações bioquímicas para se adaptar a fome, como glicogenólise, lipólise e aumento do catabolismo, com perda da massa muscular (8), até mesmo do diafragma e músculos intercostais, ocasionando insuficiência respiratória (3).

Na alimentação (ou administração) principalmente de carboidratos, ocorre alteração dos níveis de insulina (2) na homeostase da glicose, redução de eletrólitos (fósforo, magnésio e potássio). A hipofosfatemia surge em média próximo ao segundo dia da realimentação, o que podemos considerar um sinal de alerta precoce (2) (8).

Portanto, a SR se manifesta com hipo ou hiperglicemia, níveis baixos de vitaminas e eletrólitos, principalmente o fósforo com o encadeamento de situações clínicas comuns a qualquer doença, com rebaixamento do nível de consciência, dificuldade na respiração, edema, alteração da glicemia, diarreia ou obstipação, arritmia cardíaca e outros sintomas (2). Entre os pacientes críticos com mais de sete dias de internação, 36,8% apresentam SR. A principal causa de óbito é arritmia cardíaca (6)

Toda pessoa que está cronicamente adaptada a deficiência de nutrientes, que fica em jejum prolongado deve ser monitorada e a introdução de alimentos deve ser precoce, porém criteriosa. O tratamento da SR é constituído com adequada administração de vitaminas, minerais e eletrólitos antes da administração de carboidratos (7). A oferta carboidrato deve ser de 5 a 10 Kcal/kg/dia (máximo de 200 gr/dia), aumentando lentamente: 5 kcal/kg/dia em até 7 dias. Não há restrição de proteínas e lipídios (4).

Entretanto, tem sido observado pouco conhecimento e SR entre os profissionais de saúde, independente da experiência profissional e, como consequência disso, os pacientes em risco não são identificados e tratados. (1).

 

1. Caldas, AC; Alves, JTM. Síndrome de realimentação em pacientes hospitalizados: série de casos e revisão da literatura. Artigo Original. Internacional Journal of Nutrology. Mai / Ago 2015; v. 8, n.2, p. 22-29.
2. Caruso, L; Sousa, AB. Manual da equipe multidisciplinar de terapia nutricional (EMTN) – Hospital Universitário da Universidade de São Paulo – HU/USP [recurso eletrônico]. São Carlos. Editora Cubo, 2014; p. 41 – 43. Disponível em: <www.hu.usp.br/emtn-manual>. Acesso em 07/12/2017.
3. Castro, RCB. O que é e como identificar a síndrome de realimentação? 05 out. 2012. Disponível em: <http://www.nutritotal.com.br/mod/pergres/view.php?id=13726>. Acesso em 23/06/2016.
4. NICE. diretriz CG32 – Suporte nutricional para adultos: suporte à nutrição oral, alimentação por tubo enteral e nutrição parenteral. Publicação: 2006.
5. Obeid, AO; Hachem DH; Ayoub JJ. Refeeding and metabolic syndromes: two sides of the same coin. Jornal Nutrition & Diabates. Beirute. 2014; v. 4, n. 6, p. 1-16.
6. Olthof, LE et al. Impact of Caloric Intake in Critically Ill Patients With, and Without, Refeeding Syndrome: A Retrospective Study. Clinical Nutricion. Elsevier. 2017; XXX, p. 1-9.
7. Silva, JWM. Síndrome de Realimentação. International Journal of Nutrology. Ribeirão Preto, jan/abr 2013; v.6, n.1, p. 28-35.
8. Toledo, DO et al. The use of computed tomography images as a prognostic marker in critically ill cancer patients. Original article. Elsevier Clinical Nutrition ESPEN. Available online 4 April 2018. Disponível em:
< https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S240545771730476X> Acesso em 20/04/2018.
9. Viana, LA et. al. Síndrome de Reafectação: relevância clínica e nutricional. ABCD, São Paulo, março de 2012; v. 25, n. 1, p. 56-59.

Cine de Debate de Agosto – C.R.A.Z.Y

O filme do mês de agosto escolhido é “C.R.A.Z.Y – Loucos de Amor”

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Sinopse

No dia 25 de dezembro de 1960, Zachary Beaulieu vem ao mundo. É o 4º entre 5 irmãos, todos meninos. A infância de Zachary é marcada pelos aniversários natalinos em que seu pai (Michel Côté), invariavelmente, encerra a festa imitando Charles Aznavour. Sua adolescência traz a descoberta de uma sexualidade diferente e sua negação profunda para não decepcionar a família. E a maturidade, enfim, chega com uma libertadora viagem mística por Jerusalém, a cidade que sua mãe sempre sonhou conhecer.Vencedor de mais de 35 prêmios internacionais e considerado uma das grandes obras primas do cinema recente.

Diretor: Jean-Marc Vallée

Data/Local: 13 de agosto de 2016 às 16h, na APM Santos

Comentários: Eduardo Ricci (Cineasta e Jornalista), Juliana Picado Alvares Ribeiro dos Santos  (Psicanalista  -SBPSP/NPSR)

XXI Carnaval Liberal APM

Acontece dia 31/01 o XXI Carnaval Liberal da APM, a festa será na Barraca de Praia APM Santos, com horário das 12h00 às 17h00 e contará com a atração musical: Marquinhos Percussão e Banda.

Para retirada das camisetas na Secretaria da APM Santos, os associados devem levar uma lata ou pacote de leite em pó. Não perca!

 

 

SÍNDROME DE GUILLAIN-BARRÉ

Circular 03 (04/01/2016)

Anamarli Nucci

A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) foi assim denominada por Draganescu e Claudian (1927), apos revisão sobre as paralisias agudas ascendentes, conhecidas desde relatos de Landry (1859) e Westphal (1876). Em1916, Guillain, Barré e Strohl salientaram o envolvimento radiculoneurítico na síndrome que leva seus nomes, assim como a hiperalbuminose no líquido cefalorraqueano (LCR), não associada à reação celular.

Inúmeras revisões permitiram identificar a SGB como cosmopolita, podendo afetar crianças, adultos e idosos em cerca 0.6 a 04 casos por 100.000 habitantes/ano. Em estudo com pacientes brasileiros abaixo dos 15 anos, Dias-Tosta e Kückelhaus identificaram uma incidência de 0,39 a 0,63 casos por 100.000 habitantes/ano.Na China, a SBG é mais prevalente em crianças e jovens. Nos países considerados livres da poliomielite, pela Organização Mundial da Saúde, a SGB é a causa mais comum de paralisia flácida.

A SGB caracteriza-se por polirradiculoneuropatia aguda imunomediada, através de anticorpos antigangliosídeos mais ou menos específicos aos seus váriossubtipos:polirradiculoneuropatia inflamatória aguda desmielinizante (AIDP, em inglês) e os subtipos axonais, axonal motora (AMAN, em inglês) e axonal sensitivo-motora (AMSAN, em inglês). As variantes, síndrome de Miller Fisher (expressa por ataxia, oftalmoplegia e arreflexia) e cérvico-faríngo-laríngea devemser também mencionadas.

Dentre os critérios de diagnóstico clínico são destaques obrigatóriosa paralisia progressiva, relativamente simétrica, associada à arreflexia, de instalação em até 04 semanas.A gravidade do déficit motor (proximal e distal)é variável, geralmente cotada pela escala Hughes, indo de leve paralisia a tetraplegia. Em cerca de 10% dos casos ocorre óbito, apesar de terapia adequada.Disautonomias, insuficiência ventilatória e paralisias em territórios de nervos cranianos motores, particularmente o VII e os bulbares, são fatores de agravo. Dor neuropática pode ocorrer em 50 a 80% do total de casos da SGB e merece atenção terapêutica.

Distinguem-se as seguintes fases na SGB: fase extenso-progressiva (início dos sintomas/sinaisao nadir), fase de platô, fase de convalescência. Sequelas graves ocorrem em aproximadamente 15% dos casos, especialmente nos pacientes com os subtipos axonais. Salienta-se que em cerca de dois terços dos casos, antecedendo de 10 a 20 dias do início dos sintomas/sinais, a história clínica registra antecedentes de infecção gastrointestinal ou respiratória, em maior frequência.Agentes conhecidos como associados à SGB: Campilobacter jejuni,Mycoplasma pneumoniae, Haemophilus influenzae, Citomegalovirus, Epstein-Barr virus, HIV. Recentemente, os vírus transmitidos pelo Aedes aegypti, Dengue, Chikungunya e Zika tem sido alvo de relatos de casos isolados.

Na fisiopatogenia da SGB, considera-se que epítopos gangliosídeos- similares do agente infeccioso, ao induzir uma resposta imune, levem a produção de autoanticorpos antigangliosídeos (mimetismo molecular) contra a mielina e/ou axolema, com consequente dano araízes e nervos periféricos. Portanto, a SGB geralmente tem evoluçãomonofásica, patogenia imunomediada, sendo pós-infecciosa.

O diagnóstico clínico tem papel soberano, porémé recomendável o exame do LCR para verificação da clássica dissociação proteíno-citológica, ou seja, hiperproteinorraquia e celularidade normal ou do tipo linfomonocitária < 30 células/mm3.Na primeira semana de evolução clínica o exame pode ser normal. A eletroneuromiografia tem interesse no diagnóstico do subtipo da SGB, na avaliação da gravidade do comprometimento periférico e, portanto, na estimativa de prognóstico. Pedidos de autoanticorpos específicos, como por exemplo, o GQ1b na síndrome de Miller Fisher,são de interesse prático apenas em casos atípicos.

O local ideal de internação para pacientes com SGB, no mínimo nos casos mais graves, deve ser a unidade de terapia intensiva. Tratamento para remoção de anticorpos (plasmaferese) ou sua neutralização (imunoglobulina intravenosa) deve ser considerado, a partir da dificuldade do paciente para andar 5 metros. O tratamento deve ser o mais precoce possível. Considera-se que a eficácia de ambos os tratamentos seja similar, entretanto, cada qual tem vantagens e desvantagens que devem ser consideradas, caso a caso. Não há evidência de maior eficáciaterapêutica no uso de ambas as terapias em único paciente.Além desses tratamentos, em fisiopatogênica, outros são recomendados: considerar necessidade de ventilação mecânica, momento da traqueostomia e extubação;cuidados de nutrição;profilaxia de trombose venosa profunda; terapia antiálgica; fisioterapia motora e respiratória; intervenções contra disautonomias e infecções (geralmente pneumonia); apoio psíquico e social e reabilitação.

Bibliografia recomendada:
Ali MI, Fernández-Pérez ER, Pendem S, Brown DR, Wijdicks EF, Gajic O. Mechanical ventilation in patients with Guillain-Barré syndrome. Respir Care 51(12):1403-7, 2006.
Bos Eyssen ME, van Doorn PA, Jacobs BC, Steyerberg EW, van der Voort PH, Zandstra DF, et al. Selective digestive tract decontamination decreases time on ventilator in Guillain-Barré syndrome. Neurocrit Care 15(1):128-33, 2011.
Damasceno A, França Jr MC, Pimenta DS, Deus-Silva Ld, Nucci A, Damasceno BP. Bickerstaff’s encephalitis, Guillain-Barré syndrome and idiopathic intracranial hypertension: are they related conditions?Arq Neuropsiquiatr. 2008;66(3B):744-6.

Dias-Tosta E, Kückelhaus CS. Guillain Barré syndrome in a population less than 15 years old in Brazil. Arq Neuropsiquiatr 60(2-B):367-73, 2002.
Fourrier F, Robriquet L, Hurtevent JF, Spagnolo S.A simple functional marker to predict the need for prolonged mechanical ventilation in patients with Guillain-Barré syndrome.Crit Care 15(1):R65, 2011.
França Jr MC, Deus-Silva L, de Castro R, Garibaldi SG, Pfeilsticker BH, Nucci A, Marques JF Jr. Guillain-Barré syndrome in the elderly: clinical, electrophysiological, therapeutic and outcome features.Arq Neuropsiquiatr. 2005;63(3B):772-5.

Gatherer D, Kohl A.Zika virus: a previously slow pandemic spreads rapidly through the Americas. J Gen Virol. 2015 Dec 18.doi: 10.1099/jgv.0.000381. [Epub ahead of print]

Gonçalves E. Acute inflammatory demyelinating polyradiculoneuropathy (Guillain-Barré syndrome) following dengue fever.Rev Inst Med Trop Sao Paulo. 2011;53(4):223-5.

Hughes RA, Wijdicks EF, Barohn R, Benson E, Cornblath DR, Hahn AF, et al. Practice parameter: Immunotherapy for Guillain–Barré syndrome – Report of the Quality Standards Subcommittee of the American Academy of Neurology. Neurology 61;736, 2003

Hughes RAC, Cornblath DR. Guillain-Barré syndrome. Lancet 366:1653–66, 2005.

Hughes RAC, Swan AV, van Doorn PA. Intravenous immunoglobulin for Guillain-Barré syndrome.Cochrane Database Syst Rev (6):CD002063, 2010.

Hughes RAC, Wijdicks EFM, Barohn R, Benson E, Cornblath DR, Hahn AF, et al. Supportive care for patients with Guillain-Barré syndrome. Arch Neurol 62:1194-98, 2005.

Kuwabara S. Guillain-Barré syndrome: epidemiology, pathophysiology and management. Drugs 64(6):597-610, 2004.
Mullings KR, Alleva JT, Hudgins TH. Rehabilitation of Guillain-Barré syndrome. Dis Mon 56(5):288-92, 2010.
Oehler E, Fournier E, Leparc-Goffart I, Larre P, Cubizolle S, Sookhareea C et al. Increase in cases of Guillain-Barré syndrome during a Chikungunya outbreak, French Polynesia, 2014 to 2015. Euro Surveill. 2015; 3:20(48).
Pfeiffer G, Schiller B, Kruse J, Netzer J. Indicators of dysautonomia in severe Guillain-Barré syndrome. J Neurol 246:1015–22, 1999.
Puccioni-Sohler M, Rosadas C, Cabral-Castro MJ. Neurological complications in dengue infection: a review for clinical practice.Arq Neuropsiquiatr. 2013; 71(9B):667-71.

Ralapanawa DM, Kularatne SA, Jayalath WA.Guillain-Barre syndrome following dengue fever and literature review.BMC Res Notes. 2015; 8:729.
Ruts L, Drenthen J, Jongen JL, Hop WC, Visser GH, Jacobs BC, et al. Dutch GBS Study Group. Pain in Guillain-Barre syndrome – A long-term follow-up study.Neurology 75:1439–47, 2010.
Santos NQ, Azoubel AC, Lopes AA, Costa G, Bacellar A. Guillain-Barré syndrome in the course of dengue: case report.Arq Neuropsiquiatr. 2004; 62(1):144-46.

Van der Meché FG, Schmitz PI Dutch Guillain-Barré Study Group. A randomized trial comparing intravenous immune globulin and plasma exchange in Guillain-Barré syndrome. N Engl J Med 326:1123–29, 1992.

Van Doorn PA. What’s new in Guillain-Barré syndrome in 2007–2008? J Peripher Nerv Syst 14(2):72-74, 2009.

Vucic S, Kiernan MC, Cornblath DR. Guillain-Barré syndrome: an update. J Clin Neurosci 16(6):733-41, 2009.
Walgaard C, Lingsma HF, Ruts L, Drenthen J, van Koningsveld R, Garssen MJ, et al. Prediction of respiratory insuf?cogency in Guillain-Barré syndrome. Ann Neurol 67(6):781-87, 2010.
Reprodução permitida nos veículos de divulgação das distritais, das regionais e dos departamentos da APM.
Responsabilidade pela divulgação: Paulo Andrade Lotufo, CRM 39863, Diretor Científico. (E-mail: palotufo@hu.usp.br)

Aula Radiologia para o Pediatra

A Regional da Baixada Santista da SPSP e do Departamento de Pediatria da APM Santos convidam para a aula:Radiologia para o Pediatra no dia 17 de novembro.

O curso irá das 19h às 22h e ocorrerá na sede da APM Santos, localizada na AV: Ana Costa, 388- Gonzaga. As vagas são limitadas e as inscrições gratuitas podem ser feitas pelo e-mail cientifico@apmsantos.org.br

*Não haverá acreditação de pontos

Confira a programação completa:

Coffee Break e Recepção: 19h30 as 20h

20h: Diagnóstico por Imagem da Face em Pediatria com Dr. Matheus Moro Rabesquine – Otorrinolaringologista

20h20 – Diagnóstico por Imagem no Tórax em Pediatria com Dr. Alex Macedo – Pneumologista

20h40 – Diagnóstico por Imagem na Dor Abdominal da Criança com Dr. Geraldo Magela – Cirurgião Pediátrico

21h20 – Mesa redonda com os 3 palestrantes

Faça sua inscrição e aguardamos sua presença.

Saiba como curtir a vida na aposentadoria.

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Na aposentadoria, enquanto alguns buscam descanso, outros preferem manter um ritmo intenso. O leque de ocupações possíveis é grande: vai desde cuidar dos filhos e netos até exercer trabalhos remunerados ou voluntários. Ficar em casa parece não ser mesmo opção para um número cada vez maior de aposentados.

 Ex-administradora de lojas de moda, Sônia Manussadjian, de 64 anos, é um exemplo disso. Com o marido Manoel, ela é voluntária no Hospital das Clínicas de São Paulo. Tem “apenas hora de entrada no centro médico”, e não de saída. Nas horas de “folga”, ainda se dedica à pintura. Embora sempre tivesse vontade de se dedicar ao voluntariado, não tinha muito tempo antes da aposentadoria.

“Eu fazia compras para três estabelecimentos e ficava ocupada até as 23h todos os dias”, conta Sônia, que é mãe de três filhos e agora tornou-se avó. Ela acredita que, para ser voluntária, é preciso estar com 70% da vida resolvida. “Do contrário, você não vai conseguir se doar nem transferir paz ao paciente.”

 Sem pressa.

A aposentada carioca Mariana de Oliveira, de 76 anos, também é uma dessas pessoas que aproveitam o merecido descanso para fazer tudo o que sempre quiseram, mas nunca haviam tido tempo. “Faço ioga, hidroginástica duas vezes por semana e frequento um curso de esperanto [idioma] todas as quartas-feiras”, conta.

 A paixão pelo bordado não foi deixada de lado, nem mesmo depois de um glaucoma no olho esquerdo. Os trabalhos em pano de Mariana, que antes era servidora pública, chamam a atenção na casa de filhos, netos e amigos. Assim como os almoços que prepara com carinho aos domingos e que já viraram motivo de reunião para a família.

 

“O idoso em nossa sociedade representa uma força de trabalho oculta, ou seja, ele pode ainda trabalhar depois da aposentadoria, seja de forma remunerada ou não, desenvolvendo inúmeras atividades”, resume a médica geriatra Yolanda Maria Garcia, professora de Geriatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Depende do que ele quer fazer.

 E você, já se aposentou? Se não, pensou no que vai querer fazer quando se aposentar? Não deixe essas questões de lado, pois esse momento da vida é muito importante e você merece aproveitá-lo!

Fonte: Portal Vital