fbpx

Hepatites Virais

No tocante às Hepatites virais temos 4 delas que causam epidemias mundo afora, sendo duas delas de transmissão oral fecal, como a A e E. A primeira, mais conhecida de características agudas, sendo na sua maioria das vezes assintomática e em menor proporção agudas e algumas fulminantes graves que levam ao transplante agudo e fígado ou ao óbito.

A hepatite E tem uma evolução mais protraída e por vezes arrastada caminhando à cronicidade.

É relativamente subestimada e não procurada e, portanto, não diagnosticada.

A hepatite A incide em cenários de baixa condição de higiene e em sub populações de HSH e moradores de rua, incluindo usuários de drogas.

Quanto às restantes, B e C, atingem milhões de pessoas mundo afora e levam à cronicidade, à cirrose e transplante, se não tratadas a tempo antes de evoluírem para tal.

Ambas tem tratamento, embora a B a cura da forma crônica se dê na ordem de 8-12% e, em alguns protocolos usados em países mais desenvolvidos economicamente, podem associando medicação oral com interferon peguilhado.  Acrescentem mais 10-12% de cura total na somatória geral. Costuma ser tratada cronicamente com supressão do vírus usando-se Tenofovir e ou Entecavir.

Quanto a Hepatite C hoje dispõe de muitas alternativas de cura com muitos novos medicamentos que atingem taxas acima de 96-98% em média de cura total e definitiva.

Importante frisar a necessidade do uso de vacinas para hepatite A e B com alta eficácia e alta taxa de soro conversão, sendo fundamental instrumento de prevenção junto com medidas higiênicas e de sexo seguro, fora orientação aos grupos de maior risco de contraí-las.

Autor: Dr. Ricardo Leite Hayden – Infectologista